Mais uma atuação lamentável do Vitória em plena reta final da Série B 2012. Jogando diante da sua torcida, o Leão mostrou pouco futebol e acabou derrotado pelo São Caetano, no Barradão, por 1 a 0. O revés adiou a festa rubro-negra, que pretendia dar um passo importante em seu retorno à primeira divisão do Campeonato Brasileiro.
Em campo, a agora equipe de Ricardo Silva mostrou que a queda de rendimento na fase decisiva da Série B não terminou com a saída de Paulo César Carpegiani. Com um futebol displicente, o Leão deu espaços para o Azulão explorar, principalmente na velocidade de Danielzinho.
Foi ele quem criou o único gol do jogo, aos 43 minutos do primeiro tempo: o atacante deu um passe açucarado para Pedro Carmona empurrar para as redes. O gol não alterou o desleixo rubro-negro, que pouco criou até o apito final.
Com a segunda derrota consecutiva em casa, o Vitória segue no segundo lugar da Série B, mas pode cair para terceiro, caso o Criciúma vença o Guarani, no sábado, 27, na partida em Campinas, às 15h. O Leão ainda foi beneficiado pela derrota do Goiás, líder da competição, que perdeu para o ABC por 3 a 2 nesta sexta e continuou com 67 pontos, apenas um a mais que o rubro-negro.
A festa da torcida Os Imbatíveis, que pretendia voltar a sua faixa para a posição normal, caso vencesse o São Caetano, pode ter sido adiada para o próximo sábado, 3, às 16h20, no Nabi Abi Chedid, onde o Vitória encara o Bragantino. O triunfo ainda não garante matematicamente o Leão na Série A 2013.
O jogador a ser marcado - Apesar do horário incomum e prejudicial para o público baiano - 18h30, horário de movimento intenso nas ruas da capital baiana -, quase 15 mil teimosos rubro-negros compareceram ao Barradão para acompanhar a sua equipe contra o São Caetano, carrasco do acesso no ano passado. Pena, para esses torcedores, que o que se viu em campo foi uma atuação abaixo de qualquer expectativa.
Desleixado, desatento, descompromissado. São muitos os adjetivos para descrever o Vitória desta sexta-feira. Atacando com muita sede, porém sem nenhuma eficiência, a equipe de Ricardo Silva deixava espaço demais para o Azulão explorar em sua defesa. Quem melhor aproveitou a falta de marcação foi o atacante Danielzinho, sem dúvida, destaque da partida.
Foram dele os melhores lances do primeiro tempo. Aos 15, ele chutou cruzado, mas foi bloqueado na hora certa por Josué. Aos 29, o camisa 11 passou como quis pelos marcadores rubro-negros e cruzou rasteiro; Diego Corrêa, porém, não conseguiu o desvio. Aos 39, Danielzinho cruzou na direção de Somália, mas Gabriel chegou antes para salvar o Leão. Aos 42, o atacante recebeu passe de Somália e não foi fominha: ajeitou para Carmona chutar para fora.
O espaço era evidente. O jogador a ser marcado, mais ainda. Mas o Vitória teimou em dar liberdade para o garoto do Azulão. Aos 43, Danielzinho recebeu nas costas de Nino Paraíba, pela esquerda, e ajeitou na medida para a entrada da área; Pedro Carmona, livre, chutou colocado para abrir o placar: 1 a 0 São Caetano. Alguma surpresa?
O paredão azul - A torcida esperava mais atenção com o camisa 11 do São Caetano no segundo tempo. E esperava ainda mais atitude daqueles 11 representantes rubro-negros em campo. Porém, na volta do intervalo, os presentes ao Barradão não tiveram seus desejos atendidos por completo.
Com apenas 8 minutos, Danielzinho voltou a aprontar. O atacante recebeu lançamento na área e chutou por cima do goleiro Deola; a bola, que ia em direção ao gol, quicou num montinho do gramado, quase sobre a linha, e voltou para o zagueiro Gabriel afastar o perigo. Mais um indício que os próximos 37 minutos seriam de sofrimento, agora no contra-ataque.
No outro lado do campo, o Leão mostrava disposição, porém encontrou outro adversário à altura: o goleiro Luiz. Com 9 minutos, Elton desviou cruzamento de primeira e o camisa 1 do Azulão agarrou firme. Aos 19, Gabriel saltou mais que a defesa do São Caetano e cabeceou bem no ângulo; Luiz se esticou todo e conseguiu uma defesa incrível.
Aos 23, Nino lançou na área e William completou de cabeça; Luiz, no reflexo, salvou outra. Aos 29, mais uma chance desperdiçada: Tartá recebeu na entrada da área, ajeitou com todo o carinho, mas chutou longe do gol. Aos 32, outro com o pé torto: William ajeitou e Michel mandou para longe.
Aos 40, foi a vez de Deola brilhar: Marcone, ex-Bahia, chutou de fora da área e o goleiro rubro-negro mandou para escanteio. Aos 44, a última chance do jogo: Willie cruzou da direita para seu quase-xará William, que cabeceou fraquinho para fora. Fim de jogo num Barradão quase vazio, pois a maior parte da torcida, sem esperanças da virada, já havia abandonado o estádio. Triste retrato de um time que perdeu o rumo.
Fonte Uol

wmi9