Satisfeito com Douglas, Vasco estuda poupar meia pela segunda vez no ano

Camisa 10 só não atuou em uma partida desde que chegou. Em menos de três meses, ele já atingiu 63% do tempo que jogou na temporada toda pelo Corinthians

Apesar da perda na polêmica final do estadual para o Flamengo, o casamento entre Vasco e Douglas vive tempos felizes. Titular absoluto, condição que não atingia desde 2012 no Corinthians - quando envergou a camisa 10 em 37 de 47 jogos disputados pelo Timão -, o meia só não atuou na estreia do clube na Copa do Brasil, contra o Resende, porque o Cruz-Maltino decidiu levar o time reserva na ocasião. No resto dos seus menos de três meses de Rio de Janeiro, jogou as 18 partidas da equipe - com quatro gols e passes para muitos outros. No empate por 1 a 1 com o Treze, na última quarta-feira, mais uma vez foi de sua canhota que saiu a bola para o xará Douglas Silva abrir o marcador. Se a sequência deixa o técnico Adilson Batista satisfeito, também o deixa ressabiado para administrar o ímpeto do jogador ainda com uma longa temporada pela frente.

Desde que chegou ao Vasco e fez a estreia contra o Flamengo - derrota por 2 a 1 no dia 16 de fevereiro, em que teve um gol não validado pela arbitragem -, Douglas esteve em campo em 1.559 minutos, equivalente a 63% do tempo que fez em todo seu ano de 2013 pelo Corinthians. Com o técnico Tite, o então corintiano foi titular 26 vezes e ficou no banco em outras 23 oportunidades, somando 2.440 minutos em toda temporada passada.

Em São Januário, onde chegou já pedindo a camisa 10, que era então de Pedro Ken, Douglas fez os primeiros jogos sem ficar fora de nenhum - foi só substituído seis vezes. Resistente, tem demonstrado entrega e disposição para atuar quase todos as partidas, o que não era exatamente uma das maiores virtudes do clássico meia-esquerda. Adilson não confirmou, mas desta vez pode até mesmo poupar o jogador do confronto contra o Oeste, neste sábado em São Januário, às 16h20 (de Brasília), pela quarta rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.

 

- Temos que ter cuidado nessa sequência grande com qualquer jogador - despistou Adilson.

Ao seu estilo, o treinador ironizou a chance de fazer um rodízio no setor de Douglas, como tem feito com os laterais e também no meio de campo. No início da carreira, ele já foi chamado de Professor Pardal pelo excesso de experiências em sequência.

- Aqui no Brasil, se improvisamos, mexemos um pouco, estamos inventando. Lá fora, na Europa, é bonito, é estratégico. Mas vamos ver com calma isso. Já fizemos (rodízio) com Diego Renan, com André Rocha, é assim que trabalhamos. Não dá para ser tão radical, porque tem o conjunto, o entrosamento. O Douglas é um jogador inteligente, que está sempre adiantando as jogadas, chamando o jogo, buscando a bola. Às vezes não mantém o mesmo nível, mas porque existe a marcação individual em cima dele. E ele sabe levar para sobrar espaço para outros virem de trás. Assim que o Danilo tem aparecido, e outros também - lembrou o treinador.

Com características semelhantes, para a reserva de Douglas, Adilson tem Dakson, que pouco jogou este ano. Reforço recente, Guilherme Biteco, embora seja um jogador mais de lados do campo, além de velocista, também surge como outra opção. O colombiano Montoya, que atua como meia-atacante, vem sendo escalado pelo treinador no ataque e não é visto como um meia de ofício para disputar a posição naquele setor. Outra possibilidade é Adilson escalar Fellipe Bastos, Danilo e Fabrício, com este tendo mais liberdade para avançar.

fonte: globo.com

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