Time santista começou bem, mas caiu muito ao longo da partida e não saiu do 0 a 0 com o Mixto
SÃO PAULO - No primeiro evento-teste da Arena Pantanal, o empate por 0 a 0 entre Mixto e Santos não teve padrão Fifa. Jogo morno, em que o time misto do Santos ficou longe do esquadrão que está na final do Campeonato Paulista. Começou bem, acertou duas bolas na trave, mas foi preguiçoso na etapa final. A equipe de Cuiabá, por sua vez, comemorou a igualdade e a chance de fazer o jogo da volta.
Oswaldo de Oliveira temia que os oito titulares poupados nesta quarta-feira fizessem muita falta, principalmente as "lideranças do time", segundo suas palavras. Não fizeram. O time reserva do Santos tem seus próprios chefes. Um deles é o atacante Diego Cardoso. Com duas finalizações perigosas no primeiro tempo, movimentação e lucidez, foi o mais produtivo. Alison também botou banca com um chutaço que acertou o travessão aos 16. Lucas Lima mostrou que sabe jogar, passa bem e com inventividade.
Os três usaram o mesmo expediente para conduzir o Santos: os chutes de fora da área. Foi realmente a melhor saída para esfarelar a retranca bem construída do Mixto, equipe que compensava a inferioridade técnica com a disposição e a marcação. Além dos destaques individuais, o Santos se mostrou entrosado, com a bola sempre de pé em pé. Eram reservas, mas estiveram juntos na Copa São Paulo de Juniores e, portanto, já se conhecem. Somando-se tudo isso - as boas jornadas individuais, os chutes de fora da área e o entrosamento - e o Santos chegou aos 80% de posse de bola. Noves fora, a fragilidade do rival do Mato Grosso.
No final do primeiro tempo, o sistema de marcação começou a fraquejar e o Mixto encontrou espaços que, até então, não existiam. A confiança dos atacantes, especialmente de Diego Cardoso, virou displicência e a cadência logo se transformou em preguiça.
O esquema estava correto, mas faltava velocidade. O Santos, com o freio de mão puxado até o último dente, não parecia preocupado com o empate. O Mixto continuou firme na estratégia de se segurar para o próximo jogo.
Surtiram efeito relativo as alterações de Oswaldo, como a entrada de Léo (depois de seis meses fora) no lugar de Alison e Serginho na vaga de Lucas Lima. Pelo menos Serginho sofreu a falta que virou a melhor chance da etapa final. Na cobrança, Alan Santos acertou o travessão. Foi a única emoção da etapa final.
FICHA TÉCNICA:
MIXTO 0 x 0 SANTOS
MIXTO - Igor; Denilson, Zé Adriano, Robinho e César Romero (Ítalo); Paulo Almeida, Kiko, Ferreira (Edilson) e Ruy; Fogaça (Gabriel) e João Paulo. Técnico: Ary Marques.
SANTOS - Aranha; Cicinho, Jubal, Nailson e Mena; Alison (Léo), Alan Santos e Lucas Lima (Serginho); Diego Cardoso (Giva), Rildo e Stefano Yuri. Técnico: Oswaldo de Oliveira.
ÁRBITRO - Eduardo Tomaz de Aquino Valadão (GO).
CARTÕES AMARELOS - Jubal, Mena, Diego Cardoso, Cicinho, Ruy e Ítalo.
RENDA - Não disponível.
PÚBLICO - 20 mil pagantes.
LOCAL - Arena Pantanal, em Cuiabá (MT).
fonte: estadao.com.br

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