O começo, quando criança ainda, foi no Santos. No Atlético Paranaense ele passou por praticamente toda base, mas o último ano foi no Santo André. No ABC paulista, Júnior Dutra se profissionalizou em 2008 na Copa Paulista e virou destaque no campeonato estadual da Série A1, marcando um gol no Morumbi na vitória diante do São Paulo, no ano seguinte. Nesse período, o Ramalhão ainda passava por um bom momento.
O destaque foi tanto que ele chamou atenção de alguns clubes brasileiros e foi sondado pelo Cruzeiro, quando Vágner Mancini era o técnico.
Negociado com o Kyoto Sanga, da segunda divisão do Japão, no final de 2009, Dutra viu sua carreira deslanchar na J-League. Foi capa de revista posando como samurai, ídolo do time e acabou vendido para o Kashima Antlers. Neste ano conseguiu a tão sonhada transferência europeia. Só que ainda não está satisfeito com apenas o Lokeren, da Bélgica. aos 25 anos, sonha com uma boa negociação ao final desta temporada.
O que você esperava do Campeonato Belga e o que encontrou?
Eu pesquisei bastante antes, meus empresários também passaram muitas informações. Todos me passaram que é uma boa escola para a Europa. Aqui percebi que levam muito a sério o esquema tático, se joga muito nos dois toques na Bélgica. Sabia que a adaptação não seria fácil, o clima também não ajuda, mas quem joga na Bélgica vai para qualquer lugar da Europa.
Até quando vai seu contrato com o Lokeren?
Fiz contrato até o final desta temporada.
A intenção é conseguir logo uma transferência, certo?
Sim, a intenção com o clube sempre foi essa, acertamos isso mesmo. Por isso fiz um contrato rápido, de uma temporada e meia. Vim para ajudar o Lokeren e buscar essa transferência.
E o começo, na temporada passada, foi complicado?
Foi bem difícil. Não tive férias depois que deixei o Japão, vim de uma pauleira lá e peguei -15oC na chegada aqui na Bélgica, neve direto. Agora já conheço o estilo de jogo, ocupo bem o espaço, isso é muito importante por aqui. Hoje tudo está mais tranquilo, estou marcando gols e isso ajuda.
Qual é a expectativa dos belgas com a seleção na Copa do Mundo de 2014?
Eles estão entusiadíssimos! Foi uma grande surpresa a classificação do jeito como aconteceu, com a seleção voando no grupo, estavam achando que o time poderia vencer a Copa. Só que as duas derrotas nos dois últimos amistosos, para Japão e Colômbia, fizeram eles perceber que não é bem assim.
Você deixou o Santo André como revelação e foi para o futebol japonês. Ficou satisfeito na época com a transferência para o Japão?
Não era minha intenção. Eu era muito novo e queria ficar no Brasil, tinha propostas de outros clubes. Mas os japoneses queriam muito que eu fosse, e financeiramente a proposta foi boa. Quando cheguei no Kyoto Sanga percebi que tudo era completamente diferente do que eu imaginava. Todos me receberam muito bem.
E você se deu bem no futebol japonês, afinal, depois conseguiu uma transferência para o Kashima Antlers.
Fui para o grande time do país, time dos brasileiros, do Zico, o Jorginho era meu treinador... O Jorginho foi como um pai para mim, as famílias se encontravam... Dentro do Kashima você não sente que está no Japão. Os japoneses fazem feijão na véspera dos jogos para os brasileiros!
Você deixou o Santo André em 2009, uma época boa ainda no clube, que atualmente não disputa nenhuma divisão brasileira e está na segunda divisão paulista. Imaginava uma queda tão grande?
É uma pena, peguei uma época muito boa, imaginava que o clube seguiria crescendo... Não sei o que aconteceu na administração, mas o clube se perdeu. É uma pena.
fonte: espn.com.br

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