Volante se mostra satisfeito com as exigências de Eduardo Coudet, reafirma que não é lateral e reconhece desafio colorado de ser intenso fora de casa
Não serão críticas, sugestões para troca de posição pedidos ou para saída da equipe que abalarão o meio-campista Patrick. O início de 2020 mostra um jogador do agrado do treinador Eduardo Coudet, com grande possibilidade de ser titular e mantendo sua posição de origem. Exatamente dois anos após sua contratação pelo Inter, o volante se considera tranquilo em relação às mudanças que a equipe sofreu com a chegada do novo técnico e com a proposta de uma nova formatação tática. Também se mostra empolgado com a proximidade de chegar a 100 jogos partidas com camisa colorada, algo que acontecerá na primeira oportunidade em que entrar para um jogo:
— Dois anos é uma marca gratificante no clube, bem como os 100 jogos. Minha meta agora é me manter o mais tempo possível no time. Foram duas temporadas de muitas disputas por títulos e de evolução.
Quanto ao desafio de atuar num modelo de intensidade permanente como exige Eduardo Coudet, não há preocupação de adaptação de Patrick:
— A intensidade dos treinos tem sido bem boa. É um tipo de jogo que eu gosto, brigando pela bola e pelo espaço o tempo inteiro.
Muitos são os comentários ou críticas para Patrick. Há quem o defenda como lateral, outros que reclamem da retenção de bola. O jogador não deixa por menos. Esclarece suas características e se defende do que julga ser injustiça:
— O Inter tem quatro laterais para a esquerda. Eu sou meio-campista e esta função só faria se houvesse uma necessidade dentro de um jogo. Eu sou volante de origem e me encaixo bem no tripé jogando solto. Eu passo a bola, não só prendo, tanto que faço gols - são 13 desde que chegou ao Inter - e dou assistências.
Não temendo desgaste físico excessivo pela intensidade proposta por Coudet, Patrick cita alguns pontos em comum com o que era pedido por Odair Hellmann em termos de posicionamento e função, mas admite que há fatores a melhorar na execução.
— No esquema dele (Coudet) , não vai mudar muito, tem que defender bem e ajudar o ataque. Eu estou sempre ajudando a equipe de todas as formas. Tem tudo para estar encaixado. O Odair sempre pediu esta intensidade e fizemos, especialmente dentro de casa. Algumas vezes pecamos fora do Beira-Rio. O professor (Coudet) pede algo semelhante sempre. Temos que fazer a pressão bem feita também fora de casa. Não altera muita coisaa coisa, mas está sendo mais trabalhada a posse de bola sem ter pressa para se desfazer dela.
Na hora de falar da escalação para o jogo contra o Juventude, o primeiro do ano, Patrick se limita a dizer que "vai ter jogo em Caxias na quinta-feira (23)" e que o segredo do time não pode ser revelado "em respeito à pré-temporada". Ele até se desculpa, mas dá a dica que o argentino Musto participou do treinamento de terça-feira(21), depois de ter saído mais cedo do trabalho da véspera. Sobre jogar com Nonato no mesmo time, algo que para muitos causa superposição, o volante não vê problemas.
— Podemos jogar juntos. Nosso entrosamento é muito bom. Ele (Nonato) tem qualidade para jogar pelo meio. Se estivermos juntos, teremos velocidade, intensidade e trabalho de passe.
Avaliando como positivos os dois anos de Inter, Patrick reafirma um compromisso, baseado no que julga ser uma evolução coletiva e individual desde 2018.
— Foram dois anos de aprendizado, de provas. Temos que fazer com que 2020 seja melhor do que 2019. Precisa ser um ano vitorioso. É hora de afirmação, por nós e pelo trabalho do Inter como um todo. Se no ano passado a gente bateu na trave na busca de títulos, agora chegou a vez de conquistar
Fonte: gauchazh.clicrbs.com.br

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