Orgulhoso, Gabriel completa 100 jogos pelo Bota: "Para poucos"

Volante, de 22 anos, faz balanço dos intensos três temporadas no clube, duas no profissional, e se diz feliz e realizado no Glorioso

Nesta quarta-feira, quando pisar o gramado do Maracanã para enfrentar o Ceará, o volante Gabriel, de 22 anos, vestirá a camisa do Botafogo pela centésima vez. Ele chegou ao clube em 2011 para defender a equipe de juniores e teve uma rápida evolução. No ano seguinte foi para o profissional para ser reserva da lateral direita, mas não demorou muito para se firmar como titular do meio de campo. Mais um jovem que se destacou no Alvinegro e conquistou seu espaço.

Orgulhoso, afirmou que este momento ficará marcado em sua trajetória. E ele espera que seja com uma vitória na estreia alvinegra na Copa do Brasil.

 

- É um momento que nem esperava passar, com certeza será um jogo marcante para mim, que nunca vai sair da minha memória. Meu centésimo jogo com uma camisa de tanto respeito como a do Botafogo é para poucos. Estou muito feliz e realizado com essa marca. Será o nosso jogo de estreia na Copa do Brasil, um campeonato importante para nós. O caminho para chegarmos na Libertadores novamente e vamos em busca disso.

Além das vitórias em campo e de ter se tornado um exemplo de que é importante investir nas divisões de base, Gabriel conquistou muito também fora do campo. Deixou de morar no alojamento de General Severiano e agora mora ao lado da família em um apartamento confortável em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Confira a entrevista completa com Gabriel:

GloboEsporte.com: Nestes três anos de Botafogo e 100 jogos no profissional você viveu um turbilhão. Foram títulos, fracassos, crises, vitórias, derrotas... Que balanço você faz?

Gabriel: São dois anos no profissional, mas parece que foram dez porque passamos por muitas coisas. Jogar ao lado do Seedorf, um cara que eu jogava com ele no videogame, e construir uma amizade, além de outros grandes jogadores. O Oswaldo de Oliveira também foi muito importante, meu primeiro treinador no profissional. Me ajudou muito. Agora o Mancini e também o Eduardo Hungaro, que era o treinador dos juniores quando cheguei em 2011. Então, é uma história bonita que tenho no clube e espero passar mais coisas. Importante que neste tempo todo o grupo sempre esteve unido para conquistar os objetivos. Agora estamos voltando a ser o Botafogo de antes e vamos dar alegrias as torcedores.

Domingo será dia de reencontrar o Oswaldo de Oliveira no duelo com o Santos...

Domingo será outra data especial. Ele me ajudou bastante, me deu oportunidade de jogar, será muito importante. Quero vencer para ajudar o Botafogo. Quero reencontrar o Luiz Alberto (auxiliar) também e matar saudade deles. Amizade fica fora de campo, e dentro dele vamos dar o melhor pelo Botafogo.

Você é líder da estatística de roubo de bolas no Brasileiro. Dá para se manter na ponta até o fim?

São 44 roubadas em 17 rodadas (média de 2,5), é um número bom. Aprendi com jogadores experientes que joguei junto, como o Marcelo Mattos, Renato, Airton... Espero manter ou até melhorar essa média até o fim do campeonato. Com isso ajudo o Botafogo a crescer e conquistar os objetivos que tem pela frente.

Perguntado na última semana sobre a ida do Dória para o banco, Vagner Mancini citou você como exemplo de jogador que voltou melhor após ser barrado...

É uma coisa normal. Conversamos com o Dória também, é uma opção do treinador. Aconteceu comigo e trabalhei para voltar melhor. Tem que se preparar bem para quando tiver a oportunidade novamente saber aproveitar.

Qual momento você considera o melhor e o pior no Botafogo até agora?

Quando cheguei ao time de juniores, em 2011, era reserva e passei a ser titular muito bem. Em 2012, fui para o profissional para compor o elenco como lateral-direito. Fui ganhando espaço e moral dentro do elenco. Passei a ser titular no meio de 2012 acabando o Brasileiro. Em 2013 fui titular, já mais maduro e consciente das coisas. Com certeza, com o título carioca e a vaga para a Libertadores, foi o meu melhor momento. Acho que o pior foi quando perdi um pouco de espaço este ano depois de uma sequência não muito boa de jogos. Acabei indo para o banco, mas isso acontece. Tive o apoio da família, atletas e comissão. Consegui buscar meu espaço de novo com muito trabalho e estou feliz com o momento que venho passando e com o Botafogo se reerguendo de novo.

Como é ter a torcida do Botafogo ao seu lado nestes 100 jogos. Há algum momento especial para você?

É uma relação especial que tenho com a torcida. Procuro me doar ao máximo em cada lance para ajudar dentro da partida e acho que isso passa para eles. Dentro de campo precisamos do apoio, e a torcida do Botafogo já demonstrou que quando está em massa faz a diferença. Contagia todos. Todos os jogos fico arrepiado, mas acho que o jogo contra o Deportivo Quito, pela Libertadores, no Maracanã, foi especial. Quando entramos em campo e vimos o mosaico "O Gigante Voltou", aquilo realmente arrepiou e fizemos uma grande partida (vitória por 4 a 0). Essa imagem vai ficar sempre na minha memória.

Tem alguma música preferida?

Sempre gosto de escutar os cantos da torcida, mas minha preferida é aquela: "Hoje tem jogo do Botafogo. O Glorioso é o meu grande amor. Te amo, Fogo. Te amo, Fogo". Quando começa essa me arrepia. Até em casa jogando com o Botafogo no videogame acabo comemorando com essa música. Ela me dá motivação.

Quais seus planos para o futuro? Passa pela sua cabeça ir para Europa?

Não tenho um projeto, vivo o dia a dia. Penso hoje no Botafogo, na Copa do Brasil... estou feliz porque estou vendo que o Botafogo está melhorando o time. O clube está correndo em busca de solucionar os problemas que tem. Está no caminho certo e vai brigar por coisas grandes.

Viver o dia a dia de uma grave crise financeira no clube também serve como experiência para os jogadores?

Para mim, um jogador novo, passar por isso agora... Ninguém quer passar, é chato, desconfortável, mas também é possível ter um lado positivo. Adquiri experiência com essa situação, amadureci, sei lidar melhor com algumas adversidades.

A seleção brasileira passa por uma reformulação após a Copa. Isso o anima?

Dá um ânimo grande, ainda mais que sou jovem e ainda tenho muita coisa para melhorar ainda. Com essa renovação da Seleção, se eu fizer um papel digno e merecer, na hora certa vou ter uma oportunidade e saber aproveitar.

fonte: globo.com

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