'O 10' é 200: Marquinhos e Avaí fortalecem uma relação de carinho

Ídolo avaiano foge à regra do futebol atual e, com gratidão, entrará em campo na Ressacada pela ducentésima vez. Relação tem títulos e acesso

Era uma terça-feira de 1999. O mês e o dia não importam, o que importa é que, ali, numa quadra de futebol society, na rua Ivo Silveira, em Florianópolis, um garoto loiro, de 17 anos, começou a trilhar no futebol. Hoje com 31 anos, a cor do cabelo continua a mesma, mas a carreira de Marcos Vicente dos Santos fala por si. Nesta quarta-feira, diante do Criciúma, Marquinhos atinge uma marca histórica: ao entrar em campo, irá fazer o seu jogo de número 200 com a camisa do Avaí.

 

A quarta-feira, 20, tem tudo para ser ‘perfeita’ para um jogador que pisará no gramado da Ressacada. Com a ‘10’ às costas e a braçadeira de capitão, Marquinhos terá a função de liderar o Leão em uma partida mais que especial, que há quase 14 anos atrás poderia ser impensado. O ídolo da nação avaiana quase teve que construir a carreira no futsal por falta de oportunidades nos gramados. Porém, uma partida na grama sintética é que fez Marquinhos chamar a atenção com a bola nos pés.

Assim, de terça para o sábado, bastaram 15 minutos em um coletivo no gramado do CFA para que assinasse um contrato de três anos. Na ocasião da assinatura do vínculo, o pai de Marquinhos sacramentou que o filho iria ser titular em pouco tempo. E assim, alguns dias depois, o jovem garoto loiro, natural de Biguaçu, na Grande Florianópolis, estrearia diante da Chapecoense, no estádio Índio Condá.
— Daí para frente foram só alegrias, momentos marcantes, como o primeiro gol que fiz no dia do aniversario do meu pai. São coisas que nos marcam bastante. Foi um momento importante da minha vida, em 1999, pois eu estava em dúvidas se iria jogar futebol de salão ou de campo, mas naquela ocasião foi traçada a minha meta. Agradeço muito ao Avaí e acredito que estou fazendo um pouquinho de contribuição diante de todos esses anos que ele me deu bastante aval, sucesso e me abriu as portas para o cenário nacional e internacional — conta Marquinhos.

E as portas foram abertas mesmo. Marquinhos teve a oportunidade de exibir seu futebol na Alemanha, pelo Bayer Leverkusen, e também em outros clubes do futebol brasileiro: Flamengo, São Paulo, Coritiba, Paraná, Atlético-MG, Santos e Grêmio. No entanto, ao abrir a porta para voos maiores, o Leão da Ilha sempre a deixou aberta para retornos. É na Ressacada que Marquinhos se sente em casa. Pela quinta vez ele veste no peito o azul e branco que acalenta seu coração desde que era um guri em Biguaçu.

— Por isso que, sempre que eu entro em campo com a camisa do Avaí, procuro honrar e batalhar bastante. Eu faço das tripas coração, pois eu sei o quanto as pessoas trabalham para chegar aonde chegaram, e estão trabalhando para colocar no devido lugar que a gente sabe que é a Série A. Fico feliz de fazer parte desta história.

Desde 1999 foram títulos, acesso à Série A e muita identificação com o torcedor azurra. A relação se estreitou e a importância de um para o outro cresceu e, nesta quarta, chega ao ápice de uma marca histórica. Os 200 jogos com a camisa do Avaí representam, em um cenário de pouca identificação no futebol e muitas mudanças de clubes, o carinho sincero de um ídolo com uma camisa.
— São 200 jogos, um número expressivo em um cenário de hoje, são muitas passagens por aqui, e chegar a 200 jogos é importante. Claro que com uma boa atuação da equipe e minha também, mas tem que ser com vitória. A ‘quarta-feira perfeita’ tem que ser com vitória, com resultado positivo, não só para premiar os 200 jogos, mas para esse crescimento nosso na competição — diz.

Fonte: Globo Esporte

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