Marquinhos pede pés no chão em 2015: "Não vamos vender sonhos"

Capitão e ídolo do Avaí não quer dar passo maior que a perna agora que clube está com saúde financeira em dia e admite alívio após insucesso na última temporada

A empolgação do acesso do Avaí tem que ser comemorada. Marquinhos, capitão e ídolo azurra, é prova de que o momento é de alegria e festa, mas também de pensar em 2015. O meia esteve na Série A e sabe da dificuldade em disputar a primeira divisão. Por isso, é preciso ter pés no chão e saber das realidades do Leão da Ilha para a próxima temporada.

Neste ano, o Avaí lutou para colocar os salários em dia, algo que sempre foi muito levantado por Marquinhos. Com a saúde financeira, o capitão sabe que não é momento de tomar decisões maiores do que o clube pode dar.

- Primeiramente você tem que saber onde está pisando. Não vamos vender sonhos, temos que ser humildes e reconhecer, há várias equipes maiores que o Avaí, mas talvez com não tanta paixão. Não pode dar um passos maior que a perna, tem que estar centrado, não pagar salários altos e pedir para o torcedor se associar, ele sempre esteve com a gente e que possamos fazer um 2015 mais tranquilo - desejou o meia.

 

 Os pedidos são de quem viveu um 2013 muito conturbado pelo atraso de salários e que refletiram no não acesso - além da promoção do arquirrival. Neste ano, carregou o peso de uma temporada também conturbada. Assim, a vaga na elite foi um alívio.

- Sempre tira (o peso). Claro que quando a gente perdeu o ano passado o acesso, doeu, doeu muito. Agora conseguimos e temos que manter os pés no chão em 2015. A memória é curta e se a gente não conseguir repetir a boa campanha, vai ter cobrança. Mas importante é que mais uma vez entramos para a história gloriosa desse clube.

Avaiano de coração, Marquinhos foi um dos mais emocionados no último sábado, quando o Avaí venceu o Vasco e garantiu o acesso. Identificado com o Leão, havia sofrido com provocações e, enfim, podia só comemorar.

- Quando a gente é ídolo de uma nação apaixonada e você consegue algo, é enaltecido. Quando não consegue, é cobrado. E queira ou não, eu sou o Marquinhos do Avaí. A gente sabe o que faz e o que pode sofrer. Ano passado tiraram sarro da minha cara, soltaram foguete na minha casa e passamos o final de ano triste. Mas demos a volta por cima, os guerreiros entraram, muitos duvidaram, mas 10 mil acreditaram - reforçou.

fonte: globoesporte.globo.com

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