Meia entende que a responsabilidade e a cobrança neste momento de reta final da Série B devem passar para ele: 'Por isso represento tanto ao Avaí'
Ele não foge da raia e dificilmente fica em cima do muro. Marquinhos sempre tem uma posição e uma opinião. O homem que ostenta a camisa 10 do Avaí é experiente e, por isso, está ali para comandar a equipe que sonha com o acesso à Série A. Na reta decisiva, o meia não mata a pressão no peito e coloca no chão para sair jogando. Afinal de contas, se não for para ser assim, é melhor parar.
Com nomes de relevância do futebol brasileiro, o Avaí passou por momentos de inconstância nesta Série B do Brasileiro. Chegou a ficar sete jogos sem vitórias. Chegou a entrar no Z-4 da competição. A pressão da torcida, a folha salarial, a importância de jogadores como Eduardo Costa, Cleber Santana e Diego, colocaram o Leão como forte candidato ao acesso. Depois da irregularidade, o embalo e a volta real à luta pelo G-4.
Consciente daquilo tudo que cerca o Avaí e, ao sentir na pele o anseio dos torcedores para voltar à Série A, Marquinhos entende que este momento é dos jogadores mais experientes. Que a reta final da competição deve ser caminhada com as pernas de quem sabe melhor lidar com a pressão. O meia chama a responsabilidade para si.
— Pressão vem e não é que a gente não sinta. Se não der frio na barriga a gente tem que parar. Na minha veia corre sangue, então você sente. Estou aqui para não transparecer. Eu não vou querer que a cobrança em mim, seja a mesma do Luciano. Ela tem que ser maior em cima de mim e por isso represento tanto para o Avaí. Porque nunca fugi, então fica mais fácil para os outros não carregarem o peso. Atrapalhar em campo não atrapalha, eu faço isso desde quando saí da barriga da minha mãe. Para mim é um prazer essa provação. Eu estou mais perto do fim, então daqui a pouco isso vai me fazer falta. Depois que parar (isso) não vai existir mais cobranças. Então agora tem que aproveitar esse momento — falou.
É assim que Marquinhos vê e encara a sua rotina no Avaí. Consciente de que as últimas rodadas da Série B não serão fáceis, mesmo que a equipe tenha pela frente adversários de meio de tabela ou que lutem para não cair, o meia é reticente. A dificuldade estará justamente aí. A queda para a Série C é algo que nenhum clube deseja, por isso, os jogos contra Paysandu, Atlético-GO, ASA e América-RN (equipes que brigam contra o rebaixamento), prometem fortes emoções.
— Agora pegamos equipes lá de baixo, mas a concentração é a mesma e a ansiedade tem que ser pouca, para mesmo fora conseguirmos o objetivo. É uma tabela mais tranquila em relação ao acesso, mas se olhar pelo descenso é todo mundo com a faca no pescoço porque não quer cair. Só com a camisa não vai ganhar. Fizemos muito para sair da zona de rebaixamento no primeiro turno e agora são nove decisões — avaliou.
fonte: globo.com

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