Contratado pelo Corinthians, no início desta temporada, o volante paranaense Bruno Henrique Corsini, 25 anos, vem agradando a torcida e a comissão técnica do time paulista pelas recentes atuações. Bruno, que defendeu as equipes do Iraty e Londrina, no interior do Estado, em 2013, acabou sendo emprestado à Portuguesa/SP, onde se destacou no Campeonato Brasileiro daquele ano despertando interesse de outros clubes da Série A do futebol brasileiro, entre eles o Corinthians.
Foram meses de trabalho e dedicação até conseguir uma vaga entre os titulares do técnico Mano Menezes. Bruno entrou no decorrer de algumas partidas do Campeonato Paulista, Copa do Brasil e do Brasileirão, e em outras oportunidades substituiu o intocável Elias, que servia a Seleção Brasileira. Mas foi com a ausência de outro jogador considerado dono da posição, que a chance de ser titular apareceu.
Com a saída de Ralf cumprindo suspensão automática e, em seguida, afastado para tratamento de uma lesão, Bruno Henrique teve a oportunidade de ser escalado pelo treinador na vaga de primeiro volante. Assim mantendo uma boa sequência de jogos chegou a ser considerado o melhor jogador em campo em algumas partidas do Corinthians.
No período em que conquistou a titularidade, marcou o 1º gol com a camisa alvinegra no dia 1º de novembro, no empate por 2x2 contra o Coritiba, no Estádio de Itaquera.
Com simpatia e humildade, Bruno Henrique concedeu ao Portal Ariranha Online e Jornal Paraná Centro uma entrevista, e contou um pouco sobre a trajetória saindo do Vale do Ivaí até chegar ao Corinthians.
Como foi a infância com a família no Vale do Ivaí?
Bruno Henrique – Sou de Cambira. Eu e os meus irmãos sempre moramos no Vale do Ivaí. Tive uma infância muito boa, brincava de jogar bola na rua, soltava pipa, andava de bicicleta, jogava bolinha de gude até meus 10 anos de idade – época em que sai de casa para jogar futsal em Curitiba.
Como despertou a vocação de ser jogador de futebol, e de onde veio o incentivo?
Bruno Henrique – Sempre me espelhei em meu irmão mais velho, Douglas [jogador profissional de futsal]. Foi ele quem me levou para começar a treinar quando eu tinha 6 anos. Eu queria ser como ele e como meu pai que jogavam muito bem. Foi o meu irmão quem abriu as portas e a minha família sempre me motivou.
Como foi a trajetória da base à profissionalização, até chegar ao Corinthians?
Bruno Henrique – Comecei com 10 anos, quando fui pra Curitiba jogar futsal no Paraná Clube. Aos 15 fui jogar futsal em Foz do Iguaçu, com anos 16 comecei a jogar futebol de campo na cidade de São Miguel do Iguaçu, no time do Ricardinho [atual técnico do Paraná Clube]. Com 17 fui para o Iraty, onde aos 20 anos me profissionalizei. Passei pelo Atlético Mineiro, onde fiquei três meses e voltei para o Iraty, depois fui para o Londrina, Portuguesa/SP e estou no Corinthians.
Quem são seus ídolos no futebol?
Bruno Henrique - Ronaldo e Zidane.
Você declarou em outras entrevistas que vem de uma família de corintianos. Como é vestir a camisa do Corinthians?
Bruno Henrique – Um privilégio e uma satisfação muito grande. Sempre sonhei em jogar no Corinthians e batalhei muito para chegar aqui, e como a minha família é toda corintiana, tenho certeza que estão felizes também.
E sobre o primeiro gol, qual foi a sensação?
Bruno Henrique – Sensação incrível! Fiquei muito feliz por ter feito o meu primeiro gol pelo Corinthians. Uma coisa que vou lembrar por muito tempo.
Quais os objetivos profissionais daqui para frente?
Bruno Henrique – Primeiramente, classificar o time para a Libertadores, ter a oportunidade de ganhar muitos títulos aqui e virar um ídolo da nação corintiana.
Pretende visitar em breve o Vale do Ivaí, mais precisamente a cidade de Cambira onde a sua família reside?
Bruno Henrique - Sim! No final do ano vou para casa dos meus pais em Cambira, porque sempre passo o Natal com eles.
Gostaria de deixar uma mensagem para a garotada da região que participa do Circuito Vale do Ivaí de Futsal?
Bruno Henrique – Primeiramente, acho muito legal os projetos que tiram os meninos das ruas e os levam para o esporte. Também servem para tentar descobrir novos talentos e dar-lhes uma oportunidade na vida, já que na nossa região é um pouco mais difícil sair para o futebol, porque a visibilidade é muito pequena.
Quando se sonha em jogar futebol ou qualquer outro esporte é preciso lutar e correr atrás, acreditar no próprio potencial. A estrada é longa e muito difícil. Também ouvirá vários “nãos”, mas não desanime e continue que um dia consegue chegar. O meu pai sempre me falou e me fala: “Meu filho só trabalhe e confie em Deus”, sempre procurei fazer isso e sempre deu certo.
fonte: paranacentro.com.br

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