A história de Patrick é a prova de que a carreira de um jogador de futebol pode dar muitas voltas.
O volante do Internacional, que briga pelo título do Campeonato Brasileiro, fez testes em vários clubes, já ficou desempregado e jogou em todas as divisões nacionais.
Depois de não conseguir ser aprovado em clubes como Flamengo, Vasco, Cruzeiro, Santos e Botafogo, o jovem teve a primeira oportunidade profissional pelo Operário-PR.
Patrick rodou por Marcílio Dias-SC, Caxias-RS e Comercial-SP antes de ter uma curta passagem pelo Gaziantepspor, da Turquia.
Após retornar ao Brasil, ele jogou outra vez no Caxias-RS e defendeu o Goiás até ser contratado pelo Sport, comandado por Vanderlei Luxemburgo à época. Com boas atuações no time pernambucano, o jogador de 28 anos transferiu-se ao Internacional no final de 2017.
A equipe colorada enfrentará o Athletico-PR, neste domingo, às 20h30 (de Brasília), pela 15ª rodada do Brasileirão.
Veja a entrevista de Patrick:
Como você começou no futebol e onde fez testes?
Eu jogava futsal e depois passei para o futebol de campo. Disputava pelas ligas cariocas e fiz testes em vários times: Flamengo, Botafogo e Vasco, mas acabei não ficando em nenhum clube. Até que cheguei ao Olaria-RJ, que foi o primeiro clube que abriu as portas para eu jogar no juvenil.
E depois?
Eu fui jogar na Estácio de Sá. Fiz testes depois no Botafogo, Cruzeiro e Santos, mas não fiquei em nenhum deles. Fiz um teste no Coritiba e o pessoal me encaminhou ao Operário de Ponta Grossa-PR para disputar um torneio sub-18. Depois, virei profissional.
Fale sobre os primeiros no profissional...
Quando me tornei profissional pelo Operário-PR foi difícil porque o time atravessava um momento complicado no Estadual. O professor Evaristo Piza me deu a chance de começar como titular e acabou encaixando. O time reagiu. Já passei por muitas dificuldades. Meu pensamento não era de desistir, era de buscar mais. Foi o que sempre fiz.
Já ficou desempregado nesse tempo?
Em 2016, eu joguei o Paulistão pelo Comercial e fiquei quatro meses sem jogar. Surgiu uma chance de ir ao Gaziantepspor da Turquia, mas estava muito tempo parado e mal fisicamente. Pessoal não teve muita paciência comigo e foi um momento que me serviu de aprendizado. Passei por momentos que não foram bons para mim.
Como surgiu o Internacional na sua vida?
O Internacional surgiu no fim de 2017 quando fiz um bom campeonato pelo Sport e nos livramos do rebaixamento. Eles demonstraram interesse porque meu contrato estava no fim e eu estava livre. Outros clubes vieram, mas em conversa com meu empresário decidimos ir para o Inter pelo desafio. O time estava voltando para a Série A e a expectativa era muito boa. Se fizéssemos um campeonato bom poderia agregar na minha carreira.
Qual a sua avaliação do momento?
É importante porque temos jogos decisivos pela frente, e o professor confia muito no trabalho. Preciso corresponder à altura do Inter e do trabalho do professor. Temos grandes jogos e precisamos confirmar esse momento. Tenho muito para melhorar para ajudar ao Internacional.
Quando estava jogando a Série D você imaginava que sua vida poderia mudar tanto?
A gente não imagina quando está jogando uma Série D porque eu estava feliz por estar empregado. Mas sempre fui ambicioso e queria voar alto. Sempre tive esse esse sonho e foi acontecendo naturalmente. Joguei as quatro divisões do Brasileiro. Nunca desisti e sempre demonstrei força de vontade para quando tivesse a oportunidade eu estivesse preparado. A gente já lutou por títulos de Copa do Brasil e Brasileiro. Fico feliz por estar construindo minha carreira vindo de baixo. E que sirva de exemplo para muitos que estão disputando as divisões de baixo. É possível chegar como eu cheguei.
fonte: espn.com.br

wmi9