O evento uniu futebol de várzea, um movimento muito forte na Cohab Raposo Tavares, com outras manifestações culturais, como teatro, dança, música e graffiti. Foram convidados os grupos Guerreiros de Sião, Raproots e Opção de Defesa para esquentar os microfones e levantar o astral do público presente.
Leandro disse terem conversado com moradores, comerciantes, líderes comunitários, organizações que estão no entorno e empresas. “A importância desse projeto, para nós, é justamente o processo de conscientização dos moradores de entender que os espaços púbicos não são lixões a céu aberto”, afirma.
O time de futebol de várzea Aliados F.C. é uma tradição na região e os jogadores estavam em peso no dia. Conversamos com Philipe Sampaio, morador da Cohab há dez anos, ex-jogador do Aliados e hoje atleta do Boa Vista F.C., time de Portugal.
Os grupos que tocaram também quiseram manifestar sua opinião. Carvalho, integrante do Opção de Defesa, última atração que se apresentou no dia, saudou os agentes culturais da região: “Acho que a conexão tá ficando pesada. Desde o pessoal da Rádio Cidadã FM, na raiz do Butantã, o pessoal da Cohab, João XXIII e muitos outros. Precisa mesmo é bater nessa tecla até conseguirmos nosso espaço”. Thiago, outro MC do grupo, conclui: “É importante ocupar esse espaço para [fazer] uns eventos dahora pra molecada”.
De acordo com o vocalista do Guerreiros de Sião, Ras Leonardo, isso fortalece a comunidade e faz com que as pessoas saiam da “mesmice” cotidiana de ir para o trabalho e voltar para casa. Já para Fábio Dent, integrante do Raproots, o fato de crianças estarem presentes naquele momento é essencial.
A articulação comunitária não deixou de lado nem as entidades do entorno. O Instituto Sylvio Passarelli oferece cursos complementares à adolescentes e pré-adolescentes na Cohab Raposo Tavares e foi convidado pelo Alimania para apoiar o evento. Fernanda, uma das professoras do Instituto, nos contou que o grupo de teatro foi convidado para se apresentar no dia, dentro da tenda do circo. Veja as fotos da apresentação abaixo:
“Ao ver algo ser concluído com a sua participação, o processo de engajamento e reconhecimento fica muito mais forte. Isso aumenta a auto estima do pessoal e trabalha positivamente uma série de fatores dentro da comunidade”, diz Leandro, sobre o desenvolvimento do projeto como um todo.
fonte: revistavaidape.com.br

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