Dudu chegou a negociar com Corinthians e São Paulo em 2015, mas acabou acertando com o Palmeiras e virou ídolo palestrino
Nesta quinta-feira, o São Paulo recebe o Palmeiras, às 20h30 (de Brasília), no Morumbi, em jogo atrasado pela 4ª rodada do Campeonato Paulista. Após a partida, o fã de esporte pode acompanhar toda a repercussão do Choque-Rei no SportsCenter, com transmissão ao vivo pela ESPN no Star+.
Para ganhar o clássico e seguir invicto no Estadual, o técnico do Verdão, Abel Ferreira, conta com a estrela do atacante Dudu, que tem ótimo retrospecto na carreira quando enfrenta o Tricolor.
Curiosamente, Dudu ficou por detalhes de ser jogador do próprio São Paulo, que brigou forte nos bastidores com o Corinthians pela contratação do então jogador do Grêmio, na transição de 2014 para 2015. No entanto, o Alviverde aplicou um "chapéu" nos rivais e fechou com o atleta, que virou ídolo e multicampeão no Palestra Itália.
Em entrevista ao ESPN.com.br, o empresário Marcelo Robalinho, sócio da Think Ball e ex-agente do camisa 7 através da OTB SPORTS, contou os detalhes das tratativas do "Trio de Ferro" por Dudu, e relatou como o jogador acabou vestindo o manto alviverde após as investidas são-paulinas e corintianas.
Segundo Robalinho, o primeiro clube a avançar bem na negociação com o Dynamo de Kiev, então dono dos direitos do atacante, foi o Timão. No entanto, a equipe do Parque São Jorge desistiu no último momento, sendo que já tinha até contrato montado com o atleta.
"Nessa época, eu tinha sócios na empresa OTB SPORTS e fazia a parte jurídica e também a parte internacional das transações. Existia uma negociação do Dynamo com São Paulo e Corinthians, mas que avançou melhor do lado do Corinthians. No entanto, eles desistiram no último minuto e não assinaram o contrato que os ucranianos mandaram. A gente chegou até a ter o contrato elaborado", revelou Robalinho.
Com o Timão saindo de cena, o São Paulo assumiu a dianteira na corrida. No entanto, o Palmeiras também acompanhava a situação e esperava a hora do "bote".
"Após a desistência do Corinthians, parecia que ele iria para o São Paulo. Era uma situação econômica mais desfavorável ao jogador, mas, como o Corinthians não assinou, o São Paulo tinha clara vantagem. Isso foi numa quinta-feira de noite. Mas tudo ia mudar na sexta-feira", lembrou.
Foi aí que entrou em ação outro fator importante do chapéu: o então diretor de futebol do Alviverde, Alexandre Mattos.
"Na sexta, foi comunicado ao Mattos a possibilidade do Dudu. Como já tínhamos o preço com o Dynamo negociado, o Alexandre me disse: 'Depois do almoço vou ao seu escritório'. Umas 14h ele chegou e o Dudu também estava no local. Ele discutiu os termos e eles se acertaram ali mesmo!", contou.
"Então, eu montei um contrato bem simples para garantir a negociação e depois teria só que avisar o Dynamo da mudança de equipe. O Mattos, que é muito competente, já levou uma camisa 7 para o escritório com o nome do Dudu e deu para ele. Ficou tudo em segredo até ele ser anunciado", relatou.
"Depois que o Dudu acertou, o Alexandre o colocou debaixo do braço e disse: 'Esse aqui agora é meu e ninguém me toma!' (risos)", brincou.
Segundo Robalinho, o Palmeiras ganhou força na história porque a Think Ball não gostou do fato do São Paulo ter se aproximado diretamente do jogador, e não da agência que cuidava da sua carreira.
"Na época, houve uma pressão muito forte da diretoria do São Paulo diretamente no jogador. Durante uma época, o São Paulo criou uma filosofia de não respeitar muito os agentes e ir direto no jogador. Alguns clubes enxergam o agente como um custo, mas existem agentes e agentes", argumentou.
"Naquele momento, eles chegaram até a mandar uma pessoa para Goiânia para ficar próxima do Dudu. Foi por isso que nós o trouxemos para São Paulo, porque aí controlamos as coisas melhor daqui", salientou.
Segundo Robalinho, houve clima de chateação nas equipes que ficaram sem Dudu. No entanto, o empresário observou que o Verdão acabou levando a melhor no negócio porque não quis negociar diretamente com o jogador antes de procurar os agentes.
"Ficou uma situação que os outros clubes ficaram chateados, mas o Palmeiras levou o Dudu porque procurou antes de tudo a empresa Think Ball, enquanto o São Paulo procurou outro caminho. No fim das contas, foi um negócio muito bom para todos: Dudu, Palmeiras e Dynamo de Kiev", finalizou.
Desde que foi contratado, Dudu soma 82 gols e 77 assistências em 341 partidas pelo clube do Palestra Itália.
Ele já é um dos maiores nomes da história do clube, tendo a idolatria da torcida após a conquista de vários títulos: duas Conmebol Libertadores, dois Campeonatos Brasileiros, uma Copa do Brasil, um Campeonato Paulista e uma Recopa Sul-Americana.
Fonte:ESPN

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