De volta ao Shakhtar após a participação da Seleção Brasileira na Copa América, o meia Jadson, ídolo do clube, retornou à equipe no amistoso da última quarta-feira (27) contra o Lyon, em Donetsk. A partida terminou em 1 a 1, com direito a gol de pênalti do camisa 8. O amigo Michel Bastos, companheiro nos tempos de Atlético-PR, empatou também em penalidade.
Após retorno ao clube, meia acredita que precisa de tempo para readquirir ritmo de jogoAo site oficial do clube, o brasileiro falou do gol marcado no retorno à equipe e do ritmo de jogo para voltar a atuar pelo Campeonato Ucraniano. O desempenho do Brasil na Copa América também esteve em pauta no bate-papo com o craque.
Confira a tradução da entrevista na íntegra:
Shakhtar: Você estava jogando (o amistoso) com uma bola nova. Notou alguma diferença?
Jadson: É uma bola boa, mas diferente das outras anteriores. Particularmente, prefiro a outra bola. Essa é muito leve.
S: Você conseguiu marcar logo em seu retorno à equipe. Quão importante foi para você?
J: Marcar um gol pelo Shakhtar é sempre muito importante, por isso, estou muito contente, é claro.
S: Você perdeu a pré-temporada com a equipe. Como você classificaria sua forma atual?
J: Ainda preciso de um tempo para entrar no ritmo dos demais companheiros. Então, vou trabalhar duro para mostrar minha melhor forma em campo.
S: Com quem você trocou a camisa após o jogo?
J: Com o Michel Bastos. Jogamos juntos no Atlético-PR. Por isso, quando nos encontramos, temos o prazer de trocar as camisas.
S: Jadson, primeiro permita-nos parabenizá-lo pela participação na Copa América. O que você sentiu no caminho de volta para Donetsk?
J: Obrigado! Participei do torneio sul-americano e me sinto muito feliz por isso. Mas, particularmente, assim como todos os meus companheiros de equipe, esperava um resultado melhor, acreditávamos que poderíamos avançar mais na competição. Infelizmente, no jogo contra o Paraguai, perdemos nos pênaltis. Não era nosso dia de sorte.
S: Qual resultado esperado antes do torneio?
J: Todos queriam ganhar e se tornar campeão. Com a nossa Seleção, não foi diferente.
S: O que, em sua opinião, impediu a realização de suas aspirações: uma falha em um jogo ou algo em maior escala?
J: Nós não começamos (o torneio) bem o suficiente, mesmo passando pela fase de grupos. E, se olharmos para trás, jogamos melhor as quartas de final contra o Paraguai, criamos mais chances e merecíamos ir adiante. Mas isso é futebol, às vezes acontece de uma equipe sofrer uma derrota, apesar de seu desempenho ter sido melhor que o adversário. Agora, temos de erguer a cabeça e trabalhar por melhores resultados.
S: Você conseguiu marcar em uma partida. Quão importante é esse gol para você?
J: É uma felicidade muito grande e uma alegria enorme defender as cores do Brasil. O gol é uma marca muito importante na minha carreira.
S: Até que ponto o Shakhtar é conhecido pelos atletas da Seleção Brasileira?
J: Muitos jogadores que atuam no exterior conhecem o Shakhtar devido
às recentes conquistas nos torneios europeus.
S: Os resultados desta Copa América foram muito inesperados. Por que aconteceu isso?
J: Argentina e Brasil eram os favoritos, mas o que marcou essa competição foi o equilíbrio entre as seleções. É por isso que às vezes temos surpresas: ninguém aposta em determinadas equipes e o resultados desses times surgem como surpresa.
Depois do amistoso contra o Lyon, o próximo compromisso do Shakhtar é domingo (31), contra o Arsenal Kiev, fora de casa, válido pela quarta rodada do Campeonato Ucraniano.
A entrevista também está disponível, em inglês, no site oficial do Shakhtar:
Jadson: I still need time http://shakhtar.com/en/news/17992
Jadson: We were out of luck http://shakhtar.com/en/news/17996
Rafael Alvarez
Assessoria de Imprensa – Think Ball & Sports Consulting

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