Meia também foi ídolo no Heriberto Hülse, palco do jogo desta noite
A permanência do Grêmio na Copa do Brasil passa por Douglas. O camisa 10, também ídolo no Criciúma - onde foi revelado -, volta nesta terça-feira ao Heriberto Hülse como adversário. E terá a responsabilidade de conduzir a equipe de Roger Machado a uma vitória por dois gols de diferença (ou um gol a partir de 2 a 1) para garantir vaga nas oitavas de final.
Trata-se, na verdade, de uma volta às origens. Afinal, Douglas, nascido em Criciúma, se criou nas arquibancadas do palco da decisão desta noite. Ganhou sua primeira chance nos profissionais em 2002, aos 20 anos, pelas mãos do técnico Edson Gaúcho. E logo naquele ano conquistou a Série B.
Na época, o meia era visto como uma espécie de talismã em um time que contava com Paulo Baier como referência. Outro nome daquela equipe era o lateral-esquerdo Luciano Almeida, que ainda lembra dos primeiros jogos de Douglas no profissional.
— Ele entrava mais no segundo tempo, não se preocupava em marcar. Era um menino, queria só jogar para frente, atacar — conta Almeida.
Em 2003, Douglas virou titular. Na Série A, ganhou espaço com o técnico Lori Sandri (falecido em 2014) e virou peça fundamental no Criciúma. Apesar do rebaixamento no ano seguinte, o prestígio do camisa 10 seguiu em alta. E em 2005 foi destaque na conquista do título catarinense com o técnico Luiz Carlos Barbieri.
— Ele nunca foi um jogador de velocidade. Mas deixa o jogo veloz com seus passes e lançamentos. Além disso, a bola parada dele era importante para o time — conta Barbieri.

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