Raposa faz 4 a 0 sobre o fraco time norte-americano, com direito a gol de Martinuccio. Luan, Anselmo Ramon e Bruno Rodrigo completam placar
A Copa das Confederações parece ter inspirado os jogadores do Cruzeiro. Se no torneio de seleções o Taiti foi o saco de pancadas da primeira fase, tomando 24 gols em três jogos, o Strikers, adversário da Raposa, em partida amistosa nos Estados Unidos neste domingo, pode ser comparado à seleção taitiana. Com domínio absoluto da partida, a Raposa atropelou a equipe norte-americana e o resultado foi uma goleada por 4 a 0, que poderia ter sido maior, devido ao grande número de chances perdidas. Luan, Bruno Rodrigo, Anselmo Ramon e Martinuccio, este último que retornou após longo período de inatividade, anotaram para o time comandado por Marcelo Oliveira. (Veja os quatro gols da Raposa acima).
Longe dos holofotes da competição que acontece no Brasil, o amistoso aconteceu na cidade de Fort Lauderdale, próximo a Orlando, na Flórida. O acanhado Estádio Lockhart, que tem capacidade para 18 mil pessoas, recebeu um público razoável de 5.700 mil torcedores. Apesar do placar não ter sido tão elástico quanto às goleadas de Espanha, Nigéria e Uruguai, sobre o Taiti, o Cruzeiro só não fez mais por falta de pontaria.
O time criou muitas oportunidades, várias pelas laterais, com Mayke e Egídio, no primeiro tempo. O Strikers, último colocado da ULS, equivalente à Série B do Brasileirão, não ofereceu quase nenhum risco a Fábio ou Rafael, que pouco trabalharam. De bom mesmo foi o gol do argentino Martinuccio, que renovou contrato de empréstimo com o Cruzeiro, e voltou a disputar uma partida depois de se recuperar de lesões nas tíbias.
O amistoso foi o primeiro desafio do Cruzeiro na excursão pelos Estados Unidos, durante a parada para a disputa da Copa das Confederações. O time reserva, no entanto, fez um jogo-treino contra o time B do Fluminense nesse sábado, que terminou empatado por 2 a 2. O time celeste segue treinando em território americano e enfrenta o Monarcas Morélia, do México, no próximo sábado, em Chicago.
Só deu Cruzeiro
O Cruzeiro começou o primeiro tempo com o pé no freio. No entanto, com o passar do tempo, a diferença técnica entre as equipes começou a ficar clara. O time brasileiro passou a controlar a posse de bola e acabou criando chances de gol. A Raposa finalizava, mas precisava calibrar a pontaria.
Aos 13 minutos, o lateral-direito Ceará sentiu um incômodo muscular e deixou a partida para a entrada de Mayke. E foi dos pés do jovem que saiu o primeiro gol. O lateral cruzou na cabeça de Luan, que testou para o fundo das redes, aos 16 minutos.
O time comandado por Marcelo Oliveira dominava as ações. Como num treino de luxo, o Cruzeiro não encontrava dificuldades para furar a defesa do Strikers. Foi, de novo pelo alto, que chegou ao segundo gol. Souza, que fez sua estreia, cobrou escanteio e o zagueiro Bruno Rodrigo cabeceou para fazer 2 a 0, aos 34. O Strikers, assim como o Taiti na Copa das Confederações, não conseguia esboçar nenhuma reação.
Sendo assim, três minutos depois Anselmo Ramon recebeu passe açucarado de Éverton Ribeiro e deu um toque de categoria por cima do goleiro Glaeser para ampliar.
Com tamanha dificuldade, a equipe americana se assemelhava cada vez mais aos taitianos presentes no Brasil. Com apenas um profissional, o meia-atacante Marama Varihua, autor das melhorews jogadas da equipe, o Strikers também teve seu lampejo com o camisa dez do time. O meia Restrepo fintou os defensores e ficou frente a frente com Fábio. O goleiro cresceu e defendeu, no único momento em que foi exigido.
Pé no freio
O segundo tempo começou morno e o treinador do Cruzeiro resolveu mexer por atacado. Foram cinco substituições de uma só vez. Saíram Diego Souza, Anselmo Ramon, Nilton, Bruno Rodrigo e Éverton Ribeiro. Em seus lugares entraram Martinuccio, Léo, Vinícius Araújo, Leandro Guerreiro e Lucca, respectivamente.
Depois, Marcelo Oliveira ainda promoveu as entradas de Everton, Paulão e Ricardo Goulart para as saídas de Dedé, Egídio, Mayke e Souza. O goleiro Fábio também deixou o gramado para a entrada de Rafael.
Com todas as mudanças e num ritmo bem mais lento, o Cruzeiro conseguiu marcar apenas mais um gol na etapa final. Ricardo Goulart encontrou bem o atacante Martinuccio, aos 30 minutos, que chutou cruzado e marcou. Foi o primeiro jogo dele desde que se recuperou de problemas nas tíbias das duas pernas.
O Cruzeiro seguiu no domínio da partida, mas não conseguiu traduzir as chances em gol, sobretudo pelo fato de Vinícius Araújo não estar inspirado. Com ele, o time perdeu três chances claras e estacionou nos 4 a 0. Assim como Fábio, Rafael praticametne foi espectador na partida em Fort Lauderdale.
fonte: globo.com

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