Capitão vê Série B com duas vagas e 'vende' os jovens talentos do time

Marquinhos 'coloca' Palmeiras e Chapecoense na Série A, cita normalidade caso o time não suba e pede para 'molecada' brilhar: 'Dinheirinho pra gente'

Para Marquinhos, o Avaí, se brigar pelo acesso, vai buscar uma das duas vagas que ainda restam nesta Série B. Isso porque o camisa 10 avaiano já 'coloca' o líder Palmeiras e a vice Chapecoense na Série A do ano que vem. Mesmo assim, o capitão do Leão da Ilha afirma que não conseguir o acesso não significaria o 'fim do mundo' na Ressacada. Mas como o objetivo é subir, o craque quer que outras estrelas aparecem em campo, e por um bom motivo.

– A Chapecoense, por mérito e por sequência de trabalho, tem que ser exemplo. Quando desmonta, dificulta, mas a gente não precisa de mais uma vaga. Se tiver só quatro voltas, a gente dá volta olímpica. Estamos longe, mas tem o Palmeiras já na terça, então temos que ir. É jogo bom de jogar, tomara que essa molecada seja só o arroz para acompanhar a festa e eles sejam o prato principal, e depois venha o pessoal comprar eles para dar um dinheirinho para a gente – falou Marquinhos após a vitória sobre o Icasa, deixando no ar uma possível dificuldade financeira vivida pelo clube azul e branco.

 A vontade de subir só esbarra num caminho, reclama o ídolo avaiano: a arbitragem. Marquinhos reclama que o árbitro da partida frente ao Icasa, no último sábado, Pablo Ramon Goncalves Pinheiro, do Rio Grande do Norte, não fez uma boa apresentação. Mas ao invés de criticar apenas ele, o jogador do Avaí vai em cima de outra pessoa: o presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim Pádua Peixoto Filho. Melhor cobrar esse que outro mandatário.

– O Zunino (João Nilson, presidente do Avaí que luta contra um câncer) é o único que a gente não quer incomodar. Deixa ele descansar que no final do ano ele é meu batedor de pênalti na pelada. Não sei se é pedir demais, mas os catarinenses estão chegando, e é difícil subirem três. Não que a gente não tenha condições, mas a gente sentiu que o juiz veio para minar o jogo com cartão amarelo. A gente vê que, como está chegando na fase decisiva, a federação tem que dar apoio. O Avaí é muito maior que eu, eu peço ajuda para o Delfim. Ele nunca virou as costas para mim. A Chapecoense com dois pés na Série A, o Joinville com boa campanha, a gente cambaleando, mas vamos incomodar, então eles precisam ajudar. A gente só pede um pouco de apoio. O Delfim sabe o esforço que o presidente faz para manter tudo certo aqui, mas tem que ajudar – cobra Marquinhos fora de campo, e que pede mais dentro das quatro linhas.

 

– A gente precisa somar pontos, mas não podemos deixar de salientar que mesmo vencendo esses jogos não vamos estar na Série A. Não podemos escolher o morro que vamos subir. Vamos pensar no Palmeiras, depois pensamos nos outros adversários. Que o torcedor compareça, nos apoie e a gente possa conseguir sair daqui com um bom resultado. Assim a gente vai dar salto na frente, porque poucas pessoas vão conseguir tirar ponto do Palmeiras. Estamos na briga, tem que manter a tranquilidade, as dificuldades vão aparecer. Estamos fazendo uma campanha boa pelos problemas, pelos tropeços, está todo mundo acreditando. Mas enquanto não pisarem no nosso pescoço a gente vai tentar chegar.

fonte: globo.com

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