Atacante alvinegro volta a vestir a camisa nove após a lesão na coxa que o tirou das finais do Catarinense e promete reação do Figueirense após as três derrotas
Depois de ficar de fora das duas partidas na final do Campeonato Catarinense e também dos confrontos com Fluminense e Bahia, pela Série A, o atacante Ricardo Bueno retornou ao time com a responsabilidade que Marcos Assunção tinha antes de deixar o time alvinegro. Na partida com o Criciúma, no último domingo, o atleta carregou a braçadeira de capitão e assumiu a missão de conduzir o time em campo. Perguntado em entrevista coletiva, um dia após o revés no Heriberto Hülse, se pensou em deixar o clube assim como o volante, Bueno foi rápido e disse que deve muito à torcida do Figueirense, por isso a ideia de deixar o clube nem passou pela cabeça.
- Eu cheguei aqui ano passado e fui muito bem recebido pelo Figueirense, diretores, funcionários, todo mundo, principalmente pelo torcedor. O torcedor me abraçou desde o primeiro jogo de uma forma que eu não tive em clube nenhum. E logo depois me machuquei. Acho que o mínimo que tenho que fazer é ter gratidão pelo Figueirense, pelos dirigentes, presidente e, principalmente, pelos torcedores. Desde o momento que me machuquei até agora sempre me apoiaram, e quero deixar bem claro isso, para torcedor, funcionários do clube, dirigentes, presidente, que nunca conversamos sobre isso. Eu não pedi para ir embora, não quero ir embora, quero ficar no Figueirense e passar para o torcedor que, independente do que esteja acontecendo, queremos reverter essa situação, está todo mundo querendo. Vamos conseguir. Assim como estávamos fechados com o outro treinador, estamos fechados com o Guto (Ferreira) e vamos fazer o melhor, e correr e nos dedicar por ele, assim com a gente fazia com o Vinícius.
A série de três jogos sem vitórias e sem gols neste início de Série A incomoda a torcida. E, para o atacante, a situação com o time não é diferente. A equipe alvinegra voltou a perder, agora para outro catarinense, em Criciúma, e amarga a lanterna do Campeonato Brasileiro. A expulsão do zagueiro Nirley, ainda na primeira etapa da partida foi, segundo o atacante, um dos principais motivos para o desempenho negativo.
- Nosso time sabia que ia ter uma pressão no início do jogo, mas abatido não estávamos. Nós tentamos fazer uma marcação, só que tivemos um jogador expulso e isso atrapalhou. Daí no segundo tempo nosso time estava sem força, não é uma situação comum estar desde o primeiro tempo com um a menos. Aconteceu e temos que saber lidar com isso. Nós viemos de um título, não é para estar abatido. Foi uma situação de estar com um a menos e uma situação de posicionamento em que não estávamos acostumados - explicou.
A reação que o atacante Ricardo Bueno se refere pode começar no próximo desafio do Figueirense na Série A, diante do Santos. Apesar do Figueira ser o mandante no confronto nacional, a perda de mando de campo faz com que a partida válida pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro seja realizada em Londrina, no estádio do Café. O jogo está marcado para às 18h30 do próximo domingo, dia 11 de maio. Porém, antes do duelo pela elite, o clube alvinegro encara o Bragantino pela Copa do Brasil. A partida ocorre na quarta-feira, às 19h30, no estádio Nabi Abi Chedid.
fonte: globo.com

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