Como em sua estreia, na rodada anterior, atacante do Figueirense volta a marcar dois gols num único jogo, em palco marcante para o goleador
Ricardo Buenovive grande fase com a camisa do Figueirense. Em duas partidas, ou melhor, em menos de duas partidas, o atacante já marcou quatro gols pelo time. Ele precisou exatamente de 115 minutos para balançar as redes em quatro oportunidades, e, assim, se tornar o vice-artilheiro da equipe nesta Série B - Rafael Costa, o goleador, tem seis. Frente ao Atlético-GO, na última sexta, Ricardo Bueno iniciou o jogo desde o início, substituindo o suspenso Ricardinho. Foram dois gols, um em cada tempo, o do empate e o que selou a vitória por 3 a 2, com isso jogou 93 minutos. Na última rodada, contra o Boa, o atacante pisou no gramado aos 22 do segundo tempo, e ficou até o final, para marcar duas vezes na vitória sobre os mineiros, no Orlando Scarpelli. Para ele, a fase só seria melhor se mais bolas já tivessem balançado as redes. Mas, ele, claro, se diz satisfeito, por enquanto.
- Melhor impossível, só se tivesse feito mais (risos). Não tenho nada a reclamar, só agradecer meus companheiros e o treinador, que vem me dando confiança e oportunidades cada vez mais. É continuar fazendo o mesmo trabalho daqui pra frente, pra ser feliz - disse o jogador à CBN/Diário, sobre sua fase goleadora em tempo recorde.
O Serra Dourada, palco dos últimos gols, aliás, é marcante para Ricardo Bueno. Ex-jogador do próprio Atlético-GO, derrotado pelo Figueirense, o atacante atuou pelo Dragão na Série A do Campeonato Brasileiro de 2012. O estádio, no entanto, traz más lembranças para ele. Na 24ª rodada, quando o Atlético recebia o Coritiba, ele estava fora do jogo, que assistia das cadeiras sociais junto a membros da diretoria. Após o gol do Coxa, alguns torcedores se revoltaram com a situação e começaram a criticar dirigentes e jogadores rubro-negros. O jogador, então, sem paciência acabou agredindo um dos torcedores, e o caso foi parar na delegacia. Daí o motivo do desabafo de Ricardo Bueno na comemoração de seu primeiro gol.
- Foi uma coisa que, na época, fiquei chateado. Tinha lesão de 30 dias e voltava em dez dias, praticamente sem treinamento físico, queimando etapas de fisioterapia, e já estava em campo querendo ajudar. Não teve um reconhecimento, fiquei triste, mas é passado, quero viver minha vida no Figueirense, que por sinal estou muito feliz - comenta o jogador.
fonte: globo.com

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