A convite do GloboEsporte.com, Claudiomiro, do gol de 1969, e Fabrício, que marcou neste ano, se encontram no Beira-Rio antes da reabertura oficial do fim de semana
Dois gols separados por 45 anos, mas que parecem ter roçado as redes rivais na mesma época, na mesma década, no mesmo dia. Porque Claudiomiro e Fabrício se entenderam rapidamente, como se fossem colegas de time. Um olhar, um abraço largo e longo. Mas são muito mais do que isso. São protagonistas da história do Beira-Rio, reunidos no palco remodelado antes da reinauguração oficial, no final de semana. Já é impossível falar do Gigante sem mencionar os autores dos primeiros gols das duas eras desse palco grato a seus atores.
A dupla visitou o estádio na última semana, atendendo a convite do GloboEsporte.com, e, no encontro inédito, deu novos tons a momentos especiais. Claudiomiro, 64 anos, completados exatamente nesta quinta, dia 3, tinha 19 quando marcou, contra o Benfica de Eusébio, o gol inaugural no amistoso de abertura do Beira-Rio, em 6 de abril de 1969. Fabrício, por sua vez, foi o primeiro a balançar a rede na casa reformada, em 15 de fevereiro deste ano, no evento-teste, contra o Caxias, no Gauchão. Ambos de cabeça. Uma história de diferenças, semelhanças e orgulho indisfarçável.
O nascimento da lenda
Na caminhada até pisar no gramado, a conversa rolou solta, como se combinassem uma tabelinha. E, ao chegar à pequena área, Claudiomiro se encarregou de abrir o baú de saborosas recordações. Até porque aquele gol aos aos 24 minutos do primeiro minuto diante dos lusos o marcaria eternamente.
- Foi no gol do placar (eletrônico). Um cruzamento do Gilson Porto. Ele tentou bater de primeira, mas pegou mal na bola e eu, que estava quase na marca do pênalti, entrei na área pequena e cabeceei sem pular no canto direito do goleiro. Depois fui para a galera. A reação foi imensa. Foi muito bacana. Recém tinha feito 19 anos, estava iniciando a carreira - resgata Bigorna, apelido qe grudou como cola pelo seu estilo troncudo e retaco.
Fabrício já era mais rodado do que Claudiomiro quando fez o gol no reformado Beira-Rio. E o estádio não estava cheio como em 1969. Como a sede colorada ainda passava por eventos-testes, apenas 10 mil sócios (além de 250 torcedores rivais) compareceram naquele 15 de fevereiro de 2014. E, aos 21 minutos também da primeira etapa, viram Aránguiz colocar na cabeça de Fabrício. O lateral, num lampejo de centroavante - e dos bons - irrompeu área adentro e torneou no canto esquerdo, na meta oposta ao gol anotado pelo Bigorna. Ainda faria o quarto da goleada por 4 a 0, os outros foram de Rafael Moura.
fonte: globo.com

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