Enquanto muita gente curtia as férias de janeiro com sol, praia e zero preocupação na cabeça, o atacante brasileiro Ricardo Bueno, de 27 anos, decidiu mudar de vida, deixou o futebol brasileiro e assinou contrato de um ano com o Seongnam, da Coreia do Sul. Há dois meses do outro lado do mundo, ele concedeu esta semana entrevista ao Blog Futebol Internacional e contou que o grande objetivo da temporada é vencer a Liga dos Campeões da Ásia, que garante ao vencedor vaga no Mundial de Clubes de dezembro.
Por enquanto, o Seongnam vem fazendo bonito nessa empreitada. Venceu dois dos três jogos que disputou pela competição e tem tudo para garantir vaga na fase mata-mata, principalmente por já ter vencido em casa o rival mais forte do grupo, o Gamba Osaka, do Japão, por 2 a 0. Jogo no qual Ricardo Bueno fez um gol de pênalti. Ainda em fase de adaptação, o brasileiro já percebeu que não há muito espaço para o toque de bola e a correria domina os jogos. “Aqui na Coreia, é muita correria e força física”.
Confira abaixo a entrevista com o jogador que marcou presença no futebol brasileiro nos últimos anos defendendo as cores do Oeste de Itápolis, Palmeiras, Atlético-MG, Atlético-GO e Figueirense.
Em dois meses de Ásia, o que você conseguiu perceber como principal característica do futebol por aí? Já se adaptou ou ainda está neste processo?
Futebol aqui é baseado em muita correria e força física. Dificilmente eles cadenciam o jogo. Como cheguei há dois meses, ainda estou na fase de adaptação, o que é normal para quem vem do outro lado do mundo.
O que você espera de 2015? A Liga dos Campeões da Ásia é a menina dos olhos do Seongnam?
Espero poder ganhar títulos com o Seongnam, pois é um clube que sempre brigou por isso. Particularmente, espero poder fazer o meu melhor para contribuir, ajudando com gols, assistências e boas partidas. A AFC Champions League é com certeza o principal objetivo, é o torneio que mais chama a atenção do clube e a minha também, não poderia ser diferente. Esse foi um dos motivos da minha vinda para cá. Começamos bem no torneio e espero que possamos continuar com essa boa campanha até o final.
O Seongnam perdeu na estreia do Campeonato Sul-Coreano para o Jeonbuk, que nos últimos anos foi o melhor time do país. O que eles têm de diferente?
Acho o time do Jeonbuk bem entrosado, os jogadores se conhecem bem e estão há mais tempo jogando juntos. Isso ajuda muito dentro de campo e faz a diferença, na minha opinião, ainda mais em início de temporada.
Tem gostado da vida na Coreia? Como tem sido a adaptação fora de campo? Se vira no inglês ou a comunicação tem sido na base da mímica?
Neste começo tem sido um pouco difícil porque aqui, além da língua nativa, as pessoas falam inglês, mas só as palavras-chave, então a comunicação complica um pouquinho e muitas vezes, quando preciso de alguma coisa, ligo para o intérprete na hora e o coloco para falar com a pessoa (risos). Mas a experiência tem sido legal, faz parte!
Já é possível traçar alguma diferença entre o futebol coreano e o futebol da Dinamarca, no qual você esteve em 2013?
O futebol coreano e o dinamarquês são muito parecidos taticamente, mesmo porque eles têm muita disciplina nessa parte. Mas acho o futebol dinamarquês mais técnico, onde o jogo é mais pensado e com mais toque de bola. Aqui na Coreia, como eu disse, é muita correria e força física.
A estrutura dada pelo Seongnam aos jogadores é melhor ou equivalente a dos clubes brasileiros?
Aqui temos uma estrutura boa, um estádio legal, não muito grande, mas organizado e suficiente para o que o clube precisa. O que poderia dizer que falta é um centro de treinamento próprio, porque de alguns anos para cá o time foi passado para a prefeitura, então nós usamos vários campos diferentes na cidade para treinar e isso dificulta um pouco. Sobre este aspecto, os clubes que joguei no Brasil estão à frente. No mais, no que se refere à organização do clube, é tudo muito certinho, muito correto.
fonte: blogs.atribuna.com.br

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