O Santos levou sufoco, mas confirmou seu favoritismo e conquistou o segundo título importante na categoria júnior em 2013.
Derrotados pelo Criciúma por 3 a 1 na quinta-feira, no Heriberto Hülse, os santistas ainda assim se sagraram campeões da Copa do Brasil Sub-20. Um dos principais destaques da campanha é o atacante Diego Cardoso (94), artilheiro da competição com nove gols marcados e desfalque no jogo do título por problemas musculares.
Mais do que os números e o título, a Copa do Brasil Sub-20 trouxe outro efeito positivo para Diego. Antes visto por alguns como um jogador essencialmente velocista, o atacante mostrou virtudes técnicas como uma finalização mais apurada e um repertório ofensivo mais interessante que em seus tempos de juvenis. Nesta entrevista ao Terra, ele justifica a evolução como rotina de treinamentos extras, algo que pode aproximá-lo de um objetivo importante para a temporada que vem.
Nesse momento, o grupo profissional do Santos já tem quatro atacantes das categorias de base, dois deles até mais jovens que Diego: Giva (93), Neílton (94), Victor Andrade (95) e Gabriel Barbosa (96). Ainda assim, ele coloca fé sobre suas chances de ser aproveitado, ambição comum a outros destaques do time campeão da Copa do Brasil e que ainda não são realidades entre os profissionais. Casos do lateral Zé Carlos (94), do volante Lucas Otávio (94) e do meia Léo Cittadini (94).
Confira as cinco perguntas para Diego Cardoso:
Terra – Muito jovem, ainda criança, você jogou no São Paulo. Por que saiu de lá para jogar no Santos? Diego Cardoso - Na época fui fazer um treino, também joguei o Torneio Brasil-Japão, fui campeão, mas o São Paulo ainda não dava o alojamento naquela época e esse foi um dos motivos para não ficar, então optei para jogar no Santos. Eles tinham interesse em ficar comigo e depois de dois dias de avaliação no Santos, de testes, o professor Beto (Alberto Vieira) já pediu que eu alojasse. Daí em diante comecei a jogar no Santos.
Terra – Você teve alguns bons momentos, como em 2011, mas nunca um ano como esse. O que houve de diferente? Diego Cardoso – Com certeza. Tem sido um ano abençoado, com gols, boas partidas, a experiência vai crescendo e também conta. Você vai ficando mais maduro nos juniores, isso vai ajudando, no decorrer do ano isso foi me ajudando. Venho sendo coroado dessa forma.
Terra – Essa Copa do Brasil Sub-20 é o torneio que transforma sua carreira? Diego Cardoso - É um campeonato de bastante visibilidade, que tem todos olhando, e ser artilheiro em um torneio de times grandes, com jogadores de qualidade, traz mais valorização no clube, O pessoal do profissional está olhando com carinho, comentam, é importante para a minha carreira. O reconhecimento da torcida também é importante.
Terra – Muito tem se falado sobre uma evolução no seu futebol. Você tem feito algum trabalho específico? Diego Cardoso - Eu e meus pais sempre conversamos, de finalizar depois do treino, ficar um tempo a mais para fazer mais treinos de fundamentos. Tudo é treino! O Pepinho aconselha bastante, o Balio (Emerson, auxiliar do Sub-20) fala do posicionamento na área, de olhar o goleiro e fazer a leitura quando a bola chegar. Tudo é na base de treino, e quando tiver oportunidade no profissional tem que saber aproveitar. Tem que manter o nível, a regularidade. A cada dia estou procurando melhorar.
Terra - Muitos atacantes da base, como Neílton, Giva, Victor Andrade e até o Gabriel, já tiveram oportunidades. Você acha que ainda terá o seu tempo? Diego Cardoso - É na base de treino. É treinar bastante, esperar o seu momento. O Victor (Andrade), o Neílton, o Gabriel…têm muita qualidade e por isso estão no profissional. Estou esperando e quando surgir vou tentar ficar também.
Fonte: terra.com

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