Após o treino regenerativo, que ocorreu na tarde desta quinta-feira, no CT Joaquim Grava, o camisa 3 foi escolhido pela diretoria para representar o clube, assim como outros sete capitães já fizeram, desde 2004.
Segundo o jogador, largar na frente dos demais adversários aumenta o moral desse grupo:
– A confiança aumenta. Sabemos como é difícil o campeonato e como foi importante vencer isso.
Chicão enalteceu também a importância do homenageado para a história do futebol brasileiro.
– Já ouvi falar muito dele. Sei que é uma grande pessoa. Infelizmente aconteceu o que aconteceu com ele, mas fico mesmo honrado de estar recebendo esse troféu – enfatizou, sobre o ex-narrador de 62 anos.
O camisa 3, um dos ídolos da torcida, é o segundo jogador corintiano que recebe o troféu Osmar Santos. Em 2005, coube ao volante Marcelo
Mattos levantá-lo, ainda no vestiário do Pacaembu, após um empate com o Goiás, que garantiu a primeira colocação naquela ocasião.
Contando com astros do status de Carlitos Tevez e Nilmar, o Timão terminou com o título brasileiro, conquistado mesmo sem a conquista do Saldanhão, troféu concedido pelo LANCE! ao campeão do segundo turno do Brasileirão.
Desde 2004, cinco clubes que levaram o título do turno inaugural confirmaram a campanha e levaram também o título nacional.
– São números, não é? Esperamos que sim, que possamos estar repetindo esse ano, com o título no final do campeonato – finalizou o zagueiro, com sorrisos no rosto.
POR DENTRO DO CLUBE
Rodrigo Vessoni, setorista do Corinthians
"Troféu nas mãos de quem mais mereceu"
Apesar da demora para confirmar a conquista, o troféu Osmar Santos ficou nas mãos de quem mais mereceu. Afinal, o título do primeiro turno foi conquistado pelo Corinthians após 11 vitórias em 19 jogos – maior número de triunfos entre 20 equipes.
Além disso, os comandados de Tite fecharam a primeira parte da competição com o maior saldo (12 gols positivos), o terceiro melhor ataque (30 gols), a segunda melhor defesa (18 gols), a maior sequência de vitórias (7), a segunda maior invencibilidade (10 jogos), além dos terceiros melhores aproveitamentos como mandante e visitante.
Números que comprovam o bom desempenho. O que ficou estranho apenas foi a maneira que esse desempenho foi conquistado. A disparidade do que ocorreu nas dez primeiras rodadas, quando a equipe obteve nove vitórias e um empate (93,3%), com o que se viu nas últimas nove partidas, foi desgastante e virou pressão. Ao perder quatro vezes, empatar três e vencer apenas duas (33,3%), passou de fantástico para péssimo. E não foi nenhum nem outro. Foi “só” melhor.
BATE-BOLA
Ramon
Em entrevista coletiva no CT Joaquim Grava e ao ‘Arena Sportv’
Como foi a emoção do 1 gol?
É muito bom vestir a camisa do Corinthians e fazer um gol no Pacaembu. Foi um gol muito impor-tante. A ansiedade pelo gol também era grande. É uma coisa inexplicável fazer um gol lá. Só quem já vestiu essa camisa sabe o que é.
Esse jogo entra para a história?
Não só marca a história, mas nos faz ter uma missão muito maior. Jogamos com dois a menos durante boa parte do jogo. É um resultado que nos faz acreditar ainda mais no time. É um resultado que nos dá confiança para o segundo turno.
É justa a pressão contra Tite?
Aqui dentro, nós, atletas, estamos juntos com ele, que é um cara justo. Erra como todo mundo. Contra o Grêmio, quisemos jogar e vencer para oferecer de presente a ele. No Corinthians, se você perde duas partidas tem crise. E elas caem sempre no técnico, porque é mais fácil trocar um do que mudar 30.
A torcida tem razão em se preocupar com a oscilação do time?
Oscilar é normal dentro de uma competição longa. E a pressão é normal. Os torcedores vivem pelo Corinthians, pagam ingresso e têm o direito de cobrar. Mesmo assim, tivemos muito apoio durante todo o jogo contra o Grêmio. É bom pre-senteá-los. O resultado foi bom para esquecer a derrota no clássico.
Mas o que achou de a torcida ter pedido para conversar com o elenco no CT no início da semana?
Se houver diálogo, não vejo problema algum. Eles podem vir todos os dias, se quiserem. Nossa torcida nos dá força com seu apoio.

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