Fla faz bom primeiro tempo, vacila no segundo e tropeça no Madureira

Rubro-Negro domina o adversário na etapa inicial e sai na frente, com gol de Ibson, mas permite a igualdade em lance de pênalti: 1 a 1

De volta a Conselheiro Galvão após oito anos, o Flamengo não conseguiu repetir o resultado da última passagem pelo estádio do Madureira. Até chegou perto e fez 1 a 0, placar de 2005, mas tropeçou nos próprios erros e não passou de um empate por 1 a 1, pela segunda rodada da Taça Guanabara.

 

O time de Dorival Júnior abriu vantagem no fim do primeiro tempo, com Ibson, mas viu o adversário chegar à igualdade no início da etapa final. O capitão Rodrigo, de pênalti, marcou.
O Flamengo foi melhor durante quase todo o jogo, mas pecou nas finalizações e não esteve livre dos sustos, principalmente nos contra-ataques. Sem Iranildo, que se desentendeu com o técnico Alexandre Gama, o Madureira apostou nos atacantes Jean e Derley. A dupla incomodou, mas não o suficiente para garantir a primeira vitória na competição.

Autor do gol rubro-negro, Ibson foi discreto ao comemorar - deu apenas um soco no ar. Na saída para o intervalo, explicou por quê.
- Foi um momento do jogo. Infelizmente vêm acontecendo coisas desagradáveis a meu respeito. Todo mundo sabe o carinho que eu tenho por essa torcida, por esse clube. Sempre quando o Flamengo foi atrás de mim, nunca hesitei, sempre demonstrei vontade em voltar. Mas vêm acontecendo coisas que não agradam. Não estou reclamando, é apenas um desabafo. Vou sempre trabalhar dentro de campo, dando o meu melhor. Botei na cabeça que vou voltar melhor que o ano passado. Agora é continuar dentro de campo, cada vez mais, calando os críticos - disse Ibson, incluído pela diretoria em uma lista de negociáveis.

O Flamengo soma quatro pontos e lidera o Grupo B. O Madureira tem dois e é o quinto do Grupo A. Na terceira rodada, o Flamengo recebe o Volta Redonda, domingo, em Moça Bonita, às 17h. No mesmo horário, o Madureira visita o Boavista, em Bacaxá.

Garotos vão bem, e Ibson marca
Nixon avisou que conhecia bem o campo do Madureira dos jogos que fez pela base do Flamengo. E faltou pouco para ele tirar proveito dos atalhos e marcar no primeiro tempo. Foram dele as duas primeiras boas chances do time: estava impedido na primeira e errou o alvo na segunda. Além de Nixon, Rafinha foi bem em seu segundo jogo como titular do time na Taça Guanabara. Com intensa movimentação, a dupla deu opções para Léo Moura, Ibson e Rodolfo, que se revezaram na chegada ao ataque e foram participativos o tempo todo.

O Madureira procurou trocar passes e também levou perigo em alguns momentos. Jean (ex-Flamengo, Fluminense e Vasco) e Derley foram os que deram mais trabalho aos zagueiros. O Tricolor suburbano buscou as jogadas pelo lado direito de ataque e preocupou o goleiro Felipe com chutes de média distância e cruzamentos para a área. Também apostou nas infiltrações pelo meio, mas quem chegou ao gol desta forma foi o Flamengo, aos 42 minutos. Ibson tabelou com Rodolfo na entrada da área e se apresentou para receber de volta. O passe do meia - que já jogou no Madureira - foi preciso e de muita categoria, encobrindo a zaga com um toque de esquerda. Ibson ficou livre e marcou com um chute cruzado.

Madureira empata e segura pressão

Sem perder tempo, o Madureira conseguiu o empate antes dos dez minutos da segunda etapa. Aos sete, Felipe Dias segurou e derrubou Derley dentro da área, e o árbitro Marcelo de Lima Henrique marcou pênalti. O capitão Rodrigo não deu chances a Felipe na cobrança e deixou tudo igual: 1 a 1. Antes do gol, uma mudança no Flamengo chamou a atenção: Nixon, aos dois minutos, deu lugar a Adryan, escalado como atacante.

Dorival Júnior sacou Felipe Dias, que recebeu cartão amarelo após a penalidade, e lançou o meia Renato na lateral esquerda. O time ganhou mais apoio pelo setor e chegou com força nos cruzamentos, algo que só Léo Moura vinha fazendo pela direita. Como atacante, Adryan procurou se movimentar e também se fez presente na área adversária, assim como Rafinha, que teve pelo menos uma boa chance, não aproveitada. Desta vez, Hernane não brilhou como no jogo contra o Quissamã. O Flamengo fez o Madureira se encolher, partiu para a pressão e foi pouco atacado.

Na última mudança, Dorival tirou Rodolfo e lançou o volante Luiz Antonio como terceiro homem de meio-campo. Apesar de atacar mais, o Flamengo também levou sustos nos contra-ataques. O Madureira por pouco não conseguiu a virada com Carlinhos, aos 35. O goleiro Felipe evitou o pior. Apesar da pressão final, o Rubro-Negro não conseguiu evitar o primeiro tropeço no Carioca.

Fonte: Globo Esporte

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