Em 1ª coletiva pelo Fluminense, Wellington cita experiência em Libertadores e minimiza críticas

wellington 220321Volante é "apresentado" após já ter estreado pelo clube: "Satisfação muito grande"

Um dos poucos reforços do Fluminense já confirmados para a temporada 2021, o volante Wellington já treinou, estreou e até ganhou a vaga de titular na última partida, contra o Bangu. Mas só nesta segunda-feira, o jogador de 30 anos falou pela primeira vez como atleta do clube:

– É uma satisfação muito grande. Parte da torcida aprovou a minha vinda, sou um atleta que não aparece muito para a torcida, mas apareço muito para o bem-estar do time, do grupo. Aquele trabalho sujo que muitas vezes o volante tem que fazer (risos) – disse em entrevista coletiva no CT Carlos Castilho.

– Estou feliz de estar voltando ao Rio de Janeiro, de estar vestindo uma grande camisa. O Fluminense me deu essa oportunidade de estar disputando mais uma Libertadores. Se eu não me engano, é a nona que vou disputar. Estou acostumado a disputar a competição. Feliz de ter estreado com vitória, feliz de ter jogado 90 minutos com vitória. Esse é o foco: quando colocar essa camisa, sempre conseguir os três pontos para o Fluminense – acrescentou.

Questionado sobre a reprovação de parte da torcida em relação a sua chegada ao Fluminense, Wellington disse ser maduro para lidar com as críticas e relembrou que viveu o mesmo ao acertar com o Athletico-PR, seu ex-clube, onde foi campeão da Sul-Americana, em 2018, e da Copa do Brasil, em 2019.

– A torcida do Fluminense é muito grande. Vai muito na questão de quem olha o lado bom e de quem olha o lado ruim. Eu, na rede social, acabei olhando o lado bom, das pessoas apoiando, acreditando no meu trabalho. Não sou mais nenhum menino, tenho formação, títulos, história no futebol. Acredito que com pressão e críticas, todo atleta cresce. Sou um cara que trabalho muito.

– No Athletico-PR também, quando eu cheguei, parte da torcida queria a contratação, outra parte não, e lá foram três anos, seis finais e quatro títulos. Eu era o atleta que mais jogava no Athletico, capitão do time.

Em três temporadas pelo Athletico-PR, Wellington disputou 109 partidas e não foi desfalque por conta de lesões – apenas por suspensão ou opção da comissão técnica. Pelo Tricolor, o volante fez sua primeira partida no Fla-Flu, válido pela 3ª rodada da Taça Guanabara, quando substituiu André no intervalo. No último sábado, ele foi escolhido pelo técnico Roger Machado para fazer dupla com Yuri já no início da partida.

Veja a coletiva de Wellington na íntegra:

APRESENTAÇÃO APÓS A ESTREIA

– Foi uma "apresentação" com o pé direito, porque quando você estreia em um clássico e com vitória... A melhor apresentação que eu poderia ter era ter entrado bem, como aconteceu, e ter conseguido os três pontos.

EXPECTATIVA PELA LIBERTADORES

– A expectativa da torcida é a mesma do que a nossa, de entrar para competir, de fazer o nosso melhor. Com certeza, com o pensamento de título. Não adianta estar com a camisa do Fluminense e pensar diferente. É pensamento de vitória, de estar competindo com os melhores e mostrar nossa competitividade de grupo para estar elevando nosso nível.

ADAPTAÇÃO E PRIMEIRAS IMPRESSÕES DO ELENCO

– Dificuldade nenhuma. Eu fiz quatro, cinco treinos e já fui para o jogo. Adaptação melhor do que essa não existe. Realmente é uma família que abraça, tanto aqueles que estão chegando, como os que já estão aqui há muito tempo. Você acaba olhando um respeito, um carinho, uma amizade realmente diferente. Mais um guerreiro para a família do Fluminense.

ESCOLHA PELO FLUMINENSE

– Para mim, foi uma oportunidade muito grande. A minha filha nasceu aqui no Rio completou um mês hoje. Toda minha família já estava aqui, eu tenho uma casa aqui. Isso também facilitou. E outra: vestir a camisa do Fluminense é um orgulho, é algo que todo jogador gostaria de fazer e eu estou realizando um sonho de estar aqui.

– É estar com a cabeça boa, focado, respeitando quem está na frente, hierarquia... Fizeram um Campeonato Brasileiro muito bom ano passado, eu sei que tenho que buscar meu espaço com humildade e dedicação, como eu tenho feito. Acredito que eu já tenha crescido do 1º jogo para esse. Tenho muito ainda a evoluir e fazer o meu melhor pelo Fluminense.

ESTRUTURA DO CT

– O Fluminense está montando uma estrutura excelente de trabalho, tenho gostado bastante. Campos bons, toda parte de fisiologia, academia, fisioterapia... Tudo com muita qualidade, de time grande. Eu pude trabalhar no São Paulo, Internacional, Vasco, Athletico-PR... Não deve nada a ninguém. Está evoluindo.

WELLINGTON "DO VASCO" x WELLINGTON "DO ATHLETICO-PR"

– Não mudou nada. Até porque não tem como você mudar, você é um atleta, uma pessoa. Referente à crítica do torcedor do Vasco, é algo que ficou para trás, até porque, em 2017, o Vasco estava voltando de uma segunda divisão, já tinha um tempo que não ia para a Libertadores, e aquele grupo conseguiu colocar o Vasco de novo na Libertadores.

– Depois, com a questão política do Vasco, que era muito forte, acabou precisando vender alguns jogadores. E aqueles que ficaram, automaticamente, foram mais criticas por não terem produzido o mesmo do que no ano anterior. Acabei indo para o CAP e aconteceu o que aconteceu na história do Athletico-PR.

EXPERIÊNCIA EM MATA-MATA

– Para o mata-mata, tem que estar muito forte mentalmente, porque nunca termina no primeiro jogo. Às vezes, por você estar perdendo o jogo, você quer ir para o ataque de qualquer jeito. E o segundo jogo acaba já se definindo no primeiro. O grande êxito do CAP foi esse: sempre saber que teria outro jogo para poder reverter ou ir além, melhor do que foi no primeiro.

PRIMEIRO CONTATO COM ROGER MACHADO

– Já tivemos oportunidades de conversar fora do futebol e, hoje, estamos trabalhando juntos. Estou aprendendo muito sobre posicionamento e questões táticas.

PARTIDA CONTRA O BOAVISTA

– A gente já sabe o que esperar: um jogo de contato. Eu ainda não tive a oportunidade de jogar lá (Bacaxá), mas pelo que os companheiros falaram, é um jogo realmente truncado, de grama alta... Temos que ir preparados para conseguir os três pontos.

– Vamos jogar fora de casa, respeitando o adversário, mas tentando impor nosso ritmo para conseguir o resultado positivo. A evolução tem que existir sempre. A gente atacou com muita intensidade no último jogo, mas é tentar finalizar um pouco mais para que a gente possa fazer mais gols.

SALTO NA TABELA DO CARIOCA

– Momento de construção e evolução. Estamos evoluindo a cada jogo, já jogamos melhor do que contra o Flamengo, com mais intensidade, mais chances de gols. Agora é continuar evoluindo. Com a camisa do Fluminense, onde for jogar, tem que estar com o pensamento de vitória, logicamente respeitando cada adversário, mas querendo evoluir.

fonte: globoesporte.globo.com