Especulado no Palmeiras, Danilo Avelar não descarta volta ao futebol brasileiro

Depois de sete anos na Europa, o lateral-esquerdo Danilo Avelar quer voltar ao futebol brasileiro.

O jogador do Torino, que foi bastante especulado recentemente no Palmeiras, passou as últimas sete temporadas no exterior, com passagens por Itália, Alemanha e Ucrânia. Uma reunião na próxima semana com os dirigentes de seu clube pode definir a saída, ainda que por empréstimo. Abaixo, você vai conhecer um pouco mais do brasileiro de 28 anos, que havia sido indicado por Eduardo Baptista para o Verdão.

 

BLOG: Como você recebeu a notícia de que estava na mira do Palmeiras?
DANILO AVELAR: Fui pego de surpresa e soube pela mídia. Primeiro, com notícias que saíram na Itália e depois no Brasil. Mas fiquei muito feliz, porque vários torcedores do Palmeiras mandaram mensagens dizendo que queriam a minha contratação.

Ainda existe a possibilidade de você jogar no Palmeiras?
Sinceramente, não sei. Eu sempre deixei combinado com meu empresário, o Marcelo Robalinho, que só sou avisado das coisas quando elas estão prestes a ser fechadas. É melhor, para não criar qualquer tipo de expectativa.

Mas você gosta da ideia de voltar ao futebol brasileiro?
Dependendo da situação e do projeto, não dá para descartar a volta ao Brasil. Estou há sete anos fora e nunca joguei um Brasileirão, uma Libertadores… Claro que seria interessante. Mas não dá para largar tudo da noite para o dia.

Quando seu futuro será definido?
Tenho mais dois anos de contrato com o Torino, mas estou vendo com meu empresário de tentar algo diferente. Pedi 15 dias de férias para relaxar a cabeça e, na próxima semana, deve haver algum contato com o Torino para ver o que vai ser. Quero saber o que o Torino pensa para mim.

Como você foi parar na Europa?
Fiz testes em vários clubes, como Palmeiras, São Paulo, Coritiba… Eu havia feito toda a minha carreira no futsal, então foi mais difícil entrar em um time de campo. Acabei passando nos juniores do Paraná, onde disputei uma Copa São Paulo. Aí, fui para o profissional do Rio Claro e me transferi para a Ucrânia.

Na Europa, você já esteve na Ucrânia, na Alemanha, na Itália…
Fui para o Karpaty, da Ucrânia, onde fiz uma boa primeira temporada. Tanto que acabei emprestado para o Schalke 04. O time até foi campeão, mas joguei pouco porque cheguei no meio da temporada. Em 2012, fui para o Cagliari e estou na Itália desde então.

Você passou um ano e três meses sem jogar, por causa de cirurgias no joelho, e só voltou em abril deste ano. Dá para dizer que está totalmente recuperado?
Estive à disposição nas últimas seis rodadas do Campeonato Italiano e joguei três delas, sendo incluindo até na seleção da rodada. Posso garantir que joguei sem limitação nenhum no joelho. O que eu senti foi um pouco de cansaço, pela falta de ritmo de jogo.

Para fechar: como você define seu futebol para os torcedores que não te conhecem?
Meu futebol, como o de quase todo lateral brasileiro, é de muita qualidade no ataque. Mas, depois de sete anos na Europa, também aprendi a defender bastante. Até porque aqui na Itália a parte tática é extremamente importante. Mas sou de fazer gols, bons cruzamentos…