Com personalidade: Mascarenhas fala de "concorrência" e papo sobre Vinicius Jr

mascarenhas 140717Em primeira coletiva como profissional, lateral-esquerdo de 18 anos não se esquiva de perguntas sobre novo reforço e antigo titular e dá detalhes de papo com Abel


Assim como em sua estreia, num Fla-Flu, o lateral-esquerdo Mascarenhas mostrou personalidade também com os microfones. Em sua primeira entrevista coletiva, no CT do Fluminense em Jacarepaguá, o jovem de 18 anos falou sobre diversos assuntos e não se esquivou nem ao falar de seus concorrentes pela vaga no time titular.

 

- Eu trabalhei bastante na base para isso e subi esperando oportunidades. O professor Abel confiou em mim e estou dando resposta em campo. Idade fica mais no papel. Em campo não tem isso. A gente joga de igual para igual. Fluminense é um time grande, se me colocaram em campo é porque confiam. Mas é mais fácil dar coletiva (risos). Eu gosto de jogar clássico, para mim é o ápice enfrentar os rivais, mas é difícil - declarou.

Questionado sobre o antigo titular Léo e o novo reforço do Tricolor, o também lateral-esquerdo Marlon, que chega do Criciúma, Mascarenhas não titubeou.

- O Léo é um excelente jogador. Ajudou muito o grupo e fez grandes partidas. O Marlon, eu sinceramente não conheço, mas com certeza chega para agregar. Vou procurar trabalhar e dar o meu melhor. Quem vai jogar ou ficar no banco, depende do Abel - disse.

O jovem também revelou outros detalhes sobre a conversa com o treinador antes do clássico contra o Flamengo, em que disse a Abel que já tinha marcado Vinicius Junior, mas sua equipe saiu derrotada por 4 a 0.

- Foi aquilo mesmo (risos). Ele perguntou se já tinha jogado contra o Vinicius. Depois perguntou quanto tinha sido o jogo. Falei que tinha sido 4 a 0 para eles, o Abel tomou um susto, mas falou, "fica tranquilo que a opirtunidade vai aparecer". No dia seguinte ele falou que eu ia jogar. Sendo sincero nem pensei nos 4 a 0, só na confiança que ele passou e pude fazer um bom papel - lembrou.

Confira a íntegra da coletiva de Mascarenhas:

Chances no profissional

Eu trabalhei bastante na base para isso, subi esperando oportunidades, o professor Abel confiou em mim como confia em outros, deu oportunidade e a gente está dando resposta em campo. Estou feliz, tranquilo, dei o meu melhor, estamos bem.

Fase ruim

Todo mundo está desempenhando o melhor. O Abel não consegue repetir a escalação todo jogo por questões medicas, contusões. A gente tem empatado, perdido alguns jogos, mas se continuar trabalhando, a gente vai sair dessa e vai conseguir os resultados.

Coletiva ou clássico?

Mais fácil dar coletiva (risos). Clássico é muito difícil. Eu gosto de jogar, é muito bom, para mim, é o ápice, enfrentar os rivais. Claro que tem a seleção, mas jogar clássicos é muito bom, eu gosto muito.
Juventude demais atrapalha?
Idade fica mais no papel. Em campo não tem isso. A gente joga de igual para igual. Fluminense é um time grande, se confiaram na gente para entrar é porque confiam. O Abel nos passa confiança. Estamos bem individualmente, tem acontecido algumas coisas, mas vamos melhorar.

Marra após o primeiro gol

Já acalmou (risos). Era brincadeira. Comentei com alguns meninos que ia fazer o gol e fiz, então brinquei muito, mas passou.

Jogo contra o Coritiba

Hoje vamos ter uma conversa. Todo jogo do Brasileiro é difícil. Contra o Coritiba lá, que vem de vitória, não será diferente. Mas a gente vai entrar para vencer. Independente do que acontecer, vamos dar o nosso melhor. Se fizermos isso sempre, uma hora vai dar certo, a bola vai entrar e vamos sair com a vitória.
Não sei quem vai jogar, ele não nos passou. O grupo não são só os 11. Tem mais jogadores no grupo, todos são qualificados. Vamos dar o nosso melhor, fazer de tudo para sair com a vitória e os três pontos.

Trajetória até o profissional

Na verdade, quando eu estava na base, não esperava que as coisas fossem acontecer tão rápido. As coisas aconteceram assim. Quando eu estreei, criei novas metas. Quero jogar na seleção brasileira, ganhar muitos titulos pelo Fluminense, enfim, esses são os meus maiores objetivos.

Primeiro do projeto Guerreirinhos a chegar ao profissional

Não pensava. Eu tinha oito anos de idade. Meu sonho era ser jogador de futebol. Não tinha porque treinar em vão. Tinha muita vontade de jogar no profissional. As coisas apareceram, aconteceram, consegui me destacar em Xerem graças aos profissionais de lá, tive a oporutidade no profissional e pude ir bem, agora é só manter e crescer cada vez mais.