Sem praia, com foco: invicto em 2017, Léo Príncipe se adapta ao Corinthians

principe 091017Carioca do Vidigal, lateral enfrenta o Coritiba e se diz feliz no clube. Futevôlei, surfe e morro fazem falta

Não há como dizer que Léo Príncipe, de 21 anos, não está feliz em São Paulo e no Corinthians. Mas se a capital paulista tivesse praia... Aí, a rotina do lateral-direito seria perfeita.
– É a única coisa que não consigo fazer em São Paulo – brinca.


Nascido no Rio de Janeiro e criado no Morro do Vidigal, Léo está no Timão há quatro anos. Desde a base, ganhou títulos e se firmou no clube. Nesta quarta-feira, terá nova chance. Sem jogar há dois meses, ele será titular contra o Coritiba, às 21h (de Brasília), em Itaquera, por causa da suspensão de Fagner.
– Espero fazer um bom jogo. Como disse para meus amigos, não perdi esse ano ainda e quero continuar assim. Eu, pelo menos, estou invicto (risos). Quero manter até o final do ano – disse Léo Príncipe.

O lateral fez dez jogos em 2017, com sete vitórias e três empates. A última partida foi em 5 de agosto – 3 a 1 sobre o Sport, no fechamento do primeiro turno do Brasileirão. Aos poucos, ganhou a confiança do técnico Fábio Carille para substituir o titular incontestável.
– O Fagner é o cara em quem me inspiro. Converso no dia a dia, é amigo, bem experiente. Uma pessoa em quem procuro me espelhar tanto dentro quanto fora de campo – destacou.

Léo foi contratado do Flamengo, ainda na base, e teve passagens por CFZ e Vasco. O início foi antes disso, no futsal, com oito anos, quando jogava bola nos campinhos do Vidigal. Àquela época, além da bola, o lateral tinha outros esportes em mente.
– Eu ia bastante à praia, se deixasse, todo dia. Vidigal é de frente para a praia. Quando comecei a jogar futevôlei, tive de vir para São Paulo. Não peguei tanta qualidade, mas jogava muita altinha, pegava umas ondas de vez em quando. Tentava, né? Consigo ficar de pé na prancha. Rio de Janeiro é isso – ressaltou o lateral.

Veja outras respostas de Léo Príncipe:
Lesão muscular em 2017
– Ter uma lesão é algo que chateia, por querer jogar bastante. Estou mais experiente do que no ano passado, e aos poucos vou evoluindo. Desde que cheguei, procurei melhorar na defesa, nos cruzamentos. Aos poucos, vamos melhorando para quem sabe, um dia, chegar à seleção brasileira, ou à Europa.
Início no futebol
– Eu jogava futebol no trabalho do meu pai, um amigo dele disse que eu tinha qualidade, me levou para fazer o teste no futsal. Começou na brincadeira, mas no campo vi que podia se tornar realidade. Cheguei numa equipe grande.
Rotina no Vidigal
– No Vidigal era muita bola na rua, o que eu gostava de fazer era jogar futebol. Não era de baile funk, uma vez ou outra eu saía com os amigos, mas com 16, 17 anos eu já estava focado na minha carreira.

Violência no Rio de Janeiro
– Na época de 2003, 2004, infelizmente passei por tiroteio perto de casa, essas coisas. Infelizmente essas coisas acontecem. Você se abaixa e reza. Mas onde eu morava, não tinha muito isso. Mesmo assim, é algo assustador. Meus pais continuam lá, não querem sair de lá. E eu não sairia também não, meus amigos estão lá, nas férias visito todo mundo. Espero que essa situação passe logo.