Número de gols e futuro: Bruno Mota, do Náutico, revela plano de carreira

brunomota 110817Com contrato até o final da Série B, meio-campo projeta jogar até os 32 anos e pretende defender um clube europeu na próxima temporada

Dez anos. Esse é o tempo que o meio-campo Bruno Mota, do Náutico, estipulou para o término da carreira dele. Aos 22 anos, o atleta tem um planejamento de carreira incomum para alguém da idade dele. Há menos de três meses defendendo as cores do Timbu, o ele definiu as metas para a Série B e afirma que o futuro está na Europa, onde pretende jogar já na próxima temporada.

- Eu tenho tudo desenhado. No máximo, em um ano, quero estar na Europa. E, dependendo, quero parar com 32 anos. A minha ideia é essa, já estaria bom. A vida de jogador é complicada, o pessoal acha que a nossa vida é fácil, mas não é bem assim. Passamos por muita coisa que ninguém nem sabe. A minha ideia é essa e eu vou lutar pelo que sempre sonhei. Se eu conseguir os objetivos, paro por aí.
Com contrato até o final de 2017, Bruno Mota tenta melhorar o rendimento no Náutico. Recuperado da lesão na coxa esquerda, que o atrapalhou, ele traçou metas de gols e assistências, que devem ser alcançadas ainda nesta Série B.
- Eu quero guardar uns cinco gols e oito assistências. Agora tenho de tentar, vamos brigar para isso. Se der certo, maravilha.

Apesar do sonho de atuar por algum clube do Velho Continente, a primeira experiência de Bruno Mota na Europa não foi positiva. Nos oito meses em que defendeu o Gaziantepspor, da Turquia, o meio-campo praticamente não recebeu salário.
- Só recebi um salário e meio. Segurei as pontas lá até onde deu. Também tive uma lesão assim que cheguei e fiquei parado dois meses e meio. Mas a maior bronca foram os salários. Quando eu cheguei, o clube tinha feito um grande estádio e estava tudo organizado, com dinheiro e tal. Assim que eu cheguei, me deram 30% do salário e depois me pagaram o resto. Mas complicou e aí fica difícil. Depois o time vai largando e tudo desanda.

Os problemas vividos no Gaziantepspor fez com que Bruno Mota ficasse receoso quando o falaram da possibilidade de defender o Náutico. Para poder passar por cima do problema dos salários atrasados, ele consultou alguns atletas que passaram pelo Timbu.
- Não era nem pelo Náutico, que é um clube grande, tem história. Mas a situação era por já ter passado por isso na Turquia. Fiquei com o pé atrás e falei com alguns amigos que me disseram que era meio complicado mesmo, atrasava um pouco, mas que era um clube bom. Falei com Léo Pereira, que jogou aqui; Vinícius, que também jogou aqui e está no Bahia, além de Renan Paulino, que veio antes de mim. Todo mundo falou bem do Náutico. Por conta deles, eu acabei aceitando e vim para cá. Eu criei coragem de sair da zona de conforto e vim buscar espaço aqui.
Apesar de o Timbu ocupar a lanterna da Série B e seguir com problemas financeiros, Bruno Mota se diz satisfeito com a decisão de trabalhar no clube e acredita que o time vai escapar da Série C.
- Eu tenho nem dúvidas que acertei em ter vindo para cá. Era o que me faltava, a sequência. Eu sei que ainda tenho de melhorar muito, mas sei do meu potencial. Não tenho o que falar de ninguém aqui. O grupo é unido e ninguém pensa em rebaixamento. Essa desconfiança não existe. Por acreditar, eu tenho certeza que a gente.